Wilton Júnior/AE
Wilton Júnior/AE

Embaixador francês chega ao Brasil e visita parentes das vítimas

Pierre-Jean ofereceu atestado de presença aos familiares, com o qual eles poderão o pedir atestado de óbito

Daniele Carvalho, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2009 | 13h03

O embaixador francês Pierre-Jean Vandoorne chegou neste sábado, 13, ao Brasil para acompanhar de perto os trabalhos de resgate e identificação das vítimas e destroços do voo 447 da Air France. No Rio, ele ofereceu aos parentes dos passageiros um atestado de presença no voo, que está sendo emitido pela companhia aérea francesa. Ele explicou que, na França, com este documento os familiares podem dar entrada em pedidos de atestado de óbito e, com isso, acelerar processos cíveis.

 

Veja também:

linkMais três corpos do voo 447 chegam a Fernando de Noronha

linkDestroços do Airbus da Air France não têm sinal de fogo

lista Todas as notícias sobre o Voo 447

videoSubmarino francês no resgate à caixa-preta

video Vídeo: Operação de resgate

especialEspecial: Os desaparecidos do voo 447

especial Especial: Passo a passo do voo 447

mais imagens Galeria de fotos: buscas do Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: buscas da FAB pelo Voo 447

mais imagens Galeria de fotos: homenagem às vítimas

blog Blog: histórias de quem quase embarcou

especialCronologia das tragédias da aviação brasileira

especialCronologia dos piores acidentes aéreos do mundo

 

Os atestados, disse Vandoorne, já ficarão disponíveis para os parentes das vítimas também no Brasil. O embaixador, ainda pela manhã, reuniu-se com os parentes da vítimas concentrados no Hotel Guanabara. Iniciou o encontro falando sobre a dor e o luto da situação e seguiu com as orientações administrativas. Ele não quis especular sobre as causas mais prováveis do acidente. Em rápida entrevista, concedida na porta do hotel, ele fez uma declaração sucinta: "Espero que as vítimas não tenham sofrido".

 

A previsão era de que o embaixador seguisse ainda nesta noite para Recife, para entrar em contato com as autoridades militares encarregadas da coordenação dos trabalhos de busca e recolhimento de corpos e destroços do avião. De lá, seguirá para a Brasília. Vandoorne permanece no País até quarta-feira.

 

Perguntado sobre discussões em torno de indenizações a famílias das vítimas, o embaixador informou que, ainda na França, teve um encontro com representantes do Ministério da Justiça do Brasil. Sem dar mais detalhes, ele acrescentou que participará de uma nova reunião no ministério durante sua passagem por Brasília.

 

Frustração

 

Parentes das vítimas do voo AF-447 que estiveram esta semana em Recife voltaram frustradas da viagem que fizeram para ter acesso aos corpos que já se encontram no Instituto Médico Legal (IML) da cidade. Oito famílias embarcaram para a capital pernambucana na quinta-feira e boa parte já estava de volta ao Rio nesta manhã.

 

"Foi frustrando. Tínhamos a expectativa de ter acesso aos corpos, mas não pudemos vê-los. Também queríamos a liberação imediata daqueles que já fossem identificados. Mas nada disso ocorreu. E o pior: não há prazo para que isto ocorra", conta Nelson Marinho, cujo filho, o engenheiro mecânico Nelson Filho, estava na aeronave. Ele acrescenta que, para muitas famílias, o reconhecimento dos corpos é uma questão importante. "Foi muito difícil embarcar para o Recife.

 

Existe uma grande festa na cidade e não havia voos e hotéis disponíveis. Mesmo assim, as famílias fizeram um grande esforço para ir até lá. Todos tinham a esperança de voltar com o corpo de seu parente", conta ele.

 

Marinho criticou a intenção do comando da Aeronáutica de encerrar na próxima sexta-feira, dia 19, as buscas por mais corpos e destroços. "Se existe um submarino nuclear buscando a caixa-preta, por que não continuar buscando corpos e destroços? Certamente este submarino vai ver pedaços da aeronave e corpos. Isto deveria ser comunicado às equipes para que fossem resgatados", defende ele.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.