Embaixador vê pontos fortes entre Brasil e EUA

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, disse ontem que os pontos em comum entre Brasil e Estados Unidos são maiores e mais fortes que as divergências entre os dois países.

Anne Warth / AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2010 | 00h00

"Na medida em que o Brasil ganha o mundo, de uma forma mais agressiva e dinâmica, vai se encontrar com os Estados Unidos em posições diferentes em alguns assuntos, e alguns aspectos da relação vão precisar de ajustes", disse o embaixador, durante a 29.ª Reunião Plenária do Conselho Empresarial Brasil-EUA (Cebeu) da Câmara Americana de Comércio (Amcham).

O embaixador se referia à decisão do Brasil, formalizada na semana passada, de reconhecer o Estado Palestino de acordo com as fronteiras traçadas em 1967. Israel lamentou a postura brasileira, vista com certa reticência pelos EUA.

Dilma. Questionado sobre a expectativa em relação ao governo da presidente eleita Dilma Rousseff, que em entrevista ao jornal The Washington Post condenou a postura do Irã e revelou desconforto, como mulher, quanto à condenação de Sakineh Ashtiani à morte por apedrejamento por homicídio e adultério, Shannon evitou opinar e sequer citou a petista ou os países em questão em sua resposta.

"Não queremos que as diferenças superem os pontos em comum na relação entre Brasil e EUA", afirmou, enfatizando a importância das relações comerciais entre os dois países. "Estamos focados na parceria comercial, que deve ser expandida. E da qual teremos benefícios econômicos e estratégicos."

Ao responder sobre o vazamento de documentos confidenciais da diplomacia norte-americana no site WikiLeaks, ele foi sucinto em sua declaração: "Não temos o que fazer por ora", disse, sorridente.

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