Embraer ganha missão estratégica no reequipamento das Armas

A Embraer está diretamente envolvida com a Estratégia Nacional de Defesa, a END - o documento que serve de referência no processo de modernização e reequipamento das Forças Armadas brasileiras.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2011 | 00h00

Em julho do ano passado, o presidente da empresa, Frederico Curado, e o então vice-presidente para o mercado militar, Orlando Ferreira Neto, participaram de uma série de reuniões com o então ministro da Defesa, Nelson Jobim.

O governo federal, que mesmo depois da privatização da empresa detém participação com poder de veto em assuntos estratégicos, anunciou que pretendia transformar a Embraer em uma agência receptora de várias tecnologias avançadas, "ligadas às metas da Estratégia Nacional".

Autonomia. Na ocasião, Jobim disse que as discussões haviam sido "conceituais". Nem tanto. Pouco mais de cinco meses mais tarde, Curado anunciou a criação da Embraer Defesa e Segurança (EDS), como unidade de negócios autônoma.

Luiz Carlos Aguiar, executivo da área financeira da Embraer, foi indicado para presidi-la. Os primeiros movimentos dentro da nova missão foram duas aquisições. Em março a EDS pagou R$ 28,5 milhões pelo controle da Orbisat, fabricante de radares e de sensores eletrônicos. Em abril, Orlando Ferreira Neto anunciou a parceria com a Atech Tecnologias por meio de um aporte de R$ 36 milhões.

A companhia, especializada em conhecimento avançado, desenvolveu a operação do Sistema de Vigilância da Amazônia, a rede Sivam. A Embraer estima que seu faturamento na área de defesa este ano fique em torno de US$ 600 milhões, valor equivalente ao do ano passado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.