Embraer lamenta acidente com avião da FAB e oferece ajuda

A Embraer divulgou nota lamentando o acidente ocorrido na tarde de quarta-feira, 4, com uma aeronave A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira (FAB), fabricada pela empresa, que provocou a morte de um co-piloto, o segundo-tenente-aviador Fernando Wilmers de Medeiros, de 25 anos. A queda do avião ocorreu por volta das 14h30 da quarta-feira, em decorrência de mau tempo em Boa Vista, Roraima. "A Embraer coloca-se à inteira disposição das autoridades aeronáuticas no sentido de cooperar com as investigações para apurar os fatores que contribuíram para o acidente", diz a nota. Em comunicado divulgado no fim da tarde de quarta, a FAB informou que outros três aviões fizeram pousos de emergência em áreas próximas a Boa Vista. As aeronaves haviam saído da Base do Cachimbo, no Pará, passado por Manaus e tinham Boa Vista como destino final. No momento do acidente, as condições meteorológicas estavam prejudicadas devido à forte chuva. Investigações O Comando da Aeronáutica informou que já iniciou as investigações para apurar os fatores que contribuíram para o acidente. A aeronave, um avião A-29 Super Tucano do 1º Esquadrão do 3º Grupo de Aviação de Roraima, fazia parte de uma esquadrilha composta por oito aviões e caiu no bairro River Park, próximo a uma quadra de esportes. O piloto da aeronave, Leonardo André Maia, sobreviveu à queda. Segundo testemunhas, ele e Wilmer conseguiram ejetar o assento. Entretanto, o pára-quedas do co-piloto não abriu. O guarda municipal Iran dos Santos viu o acidente. Ele contou que, quando chegou ao local, o militar já estava morto. ?Foi terrível, o susto foi grande?, contou. Nenhuma casa foi atingida pelo avião, mas a área foi isolada para evitar acidentes com uma possível explosão, por causa de vazamentos no tanque de combustível. O Tucano estava carregado de mísseis e explosivos. Fabricado pela Embraer, o Super Tucano é muito utilizado pela FAB em operações de treinamento na região amazônica. A aeronave é equipada com duas metralhadoras calibre ponto 50 mm e pode levar até 1.500 quilos de armamento sob as asas. Sua autonomia de vôo é de 6 horas e atinge até 596 km/h. Além das metralhadores, pode carregar canhão de 20 mm, um lança-foguetes de 70 mm, bombas convencionais ou inteligente e mísseis ar-ar ou ar-terra.

Agencia Estado,

05 Abril 2007 | 08h53

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