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Emissão de passaportes está interrompida por defeito em máquina

Casa da Moeda prevê situação normalizada na próxima semana

Luísa Martins e Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

30 de junho de 2016 | 16h18

A emissão de passaportes comuns e de urgência está temporariamente suspensa por causa de uma falha em um equipamento da Casa da Moeda do Brasil. O órgão prevê que a situação se normalize na semana que vem. Até lá, porém, a situação permanecerá causando preocupação em turistas e em pessoas que estão com viagens de estudos ou negócios marcadas.

A Casa da Moeda informou, em nota, já ter pedido a substituição da peça com defeito, que será importada da Alemanha. Desculpando-se com a população, disse que “busca uma alternativa para agilizar a retomada da produção”.

O requerimento de passaportes é feito na Polícia Federal. Também em nota, a PF afirmou que “não poderá cumprir os prazos de entrega inicialmente previstos nos postos de emissão” por causa do problema no equipamento. “A normalização do serviço depende exclusivamente da Casa da Moeda do Brasil.”

No dia 16 deste mês, a Casa da Moeda e a PF já haviam informado que a entrega estava atrasada por falta de material para a confecção da capa dos documentos. A espera pode levar até 45 dias, quando o prazo habitual é de uma semana. Frente à situação, a Polícia Federal passou a cobrar uma taxa extra de R$ 77 (além dos R$ 257 habituais) para quem vai viajar nos próximos quatro meses e precisa agilizar a expedição.

Nesta semana, a estudante carioca Lorrayne Isidoro, de 17 anos, única representante do Brasil a ser selecionada para a 16.ª Olimpíada Internacional de Neurociências, que ocorrerá na Dinamarca, quase não conseguiu embarcar para a Europa em função de atraso na emissão do passaporte.

A mobilização que pedia a emissão ganhou repercussão na internet na última semana. A remessa que incluía o documento da jovem chegou apenas na véspera da viagem, marcada para terça-feira passada. 

Angústia. Com viagem marcada para Dublin, na Irlanda, onde fará um curso de inglês, a fotógrafa Cler Alves, de 28 anos, está passando momentos de angústia para conseguir a emissão de um passaporte. 

Com passagens compradas e data de início das aulas marcada para o começo de agosto, ela tem até o dia 11 para enviar à instituição irlandesa o número de seu novo passaporte e não perder o curso, planejado ao longo de vários meses.

“Meu passaporte atual vence em novembro, quando estarei na Irlanda, por isso preciso do novo antes da viagem. Dei entrada há um mês e meio e me informaram que haveria uma demora de 45 dias, porque está faltando papel na Casa da Moeda”, disse. “Fiquei tranquila, porque o prazo seria suficiente. Fui retirá-lo ontem (quarta) na Polícia Federal e me disseram que não está pronto e não há previsão. É angustiante”, afirmou Cler.

A fotógrafa, que mora em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, diz que não esperava tanta demora porque seu primeiro passaporte foi emitido apenas cinco dias após a solicitação. 

“Desta vez disseram, primeiro, que não havia papel, depois que a máquina está quebrada e não pode nem mesmo emitir o passaporte de emergência. Sou organizada, fui tirar o passaporte três meses antes da data viagem. Mas, se eu não recebê-lo até a primeira semana de julho, nem sei o que fazer”, disse.

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