Empreiteiras se unem contra corte de obras

As principais entidades que reúnem empreiteiras e construtoras de estradas têm reunião marcada na segunda-feira, em São Paulo, para discutir as medidas mais recentes do Ministério dos Transportes. Como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os empresários querem conversar, tão logo seja possível, com o ministro Anderson Adauto.A Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) já solicitou audiência com o ministro e deve ir a Brasília acompanhada de outras entidades representativas. Elas vão esperar a conclusão do levantamento de licitações suspensas, que deve ficar pronto na sexta-feira, para discutir a situação.Além da suspensão das concorrências, as empresas estão preocupadas com a verba destinada à pasta de Transportes no Orçamento-Geral da União."Os recursos para 2003 são 30% menores que os de 2002", disse o diretor-executivo da Associação Paulista dos Empresários de Obras Públicas (Apeop), Carlos Eduardo Lima Jorge.Outra preocupação é o veto do presidente Fernando Henrique Cardoso - ao sancionar a minirreforma tributária, em dezembro - a um dispositivo que vinculava recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) ao setor. Na reunião de segunda-feira, as entidades também devem discutir as funções que o governo pretende atribuir ao Exército.Apesar de ainda não existir uma posição definida, o setor não esconde as dúvidas em relação à execução de obras, por parte dos militares."Isso não é novidade. Existiu em outra época, quando o Exército tinha dinheiro e equipamentos", disse um diretor de uma das entidades. "Reequipar os militares, dependendo do caso, acabaria saindo mais caro e criaria desemprego nas empresas privadas. O Exército executaria obras de pequeno porte, o que restringiria o mercado das empresas menores."

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