Empresa de ônibus protesta contra ataque de traficantes

Em protesto contra a violência no Rio, um reboque da empresa Autodiesel, proprietária do ônibus incendiado por traficantes na Linha Amarela, na terça-feira, percorreu nesta quarta-feira as ruas do centro da cidade, transportando a carcaça do veículo ? o quinto que a viação perde neste ano em situações similares.?É um alerta contra a situação que estamos vivendo. A violência está aumentando cada vez mais e a segurança do motorista, do cobrador e do passageiro não está sendo garantida?, disse Belquer Jorge, despachante da empresa. Segundo dados da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Rio (Fetranspor), 267 ônibus foram queimados na cidade nos últimos quatro anos, causando prejuízo de R$ 36 milhões para o setor.O ônibus da Autodiesel, que fazia a linha 945 (Pavuna-Ilha do Fundão), foi incendiado nas proximidades da Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, na zona norte, onde, no domingo, um microônibus da PM foi alvo de emboscada de traficantes que deixou 9 policiais feridos e uma criança baleada. No momento do ataque ao ônibus 945 havia cinco passageiros no veículo. Uma mulher sofreu queimaduras no tornozelo.Nesta quarta-feira, cerca de 200 policiais, entre civis e militares, fizeram uma operação em favelas do Complexo da Maré, ocupado desde o domingo, mas ninguém foi preso. Depois do ataque, o então secretário de Segurança Pública do Rio, Josias Quintal, exonerado nesta quarta-feira, dera prazo até domingo para que a polícia identificasse e prendesse os responsáveis pela emboscada aos PMs. Segundo o comandante do Batalhão da Maré, coronel Ubiratan de Oliveira, as investigações sobre o caso ?progrediram muito?.Veja o especial:

Agencia Estado,

23 de abril de 2003 | 20h46

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