Empresa dos EUA busca objetos de vítimas

Companhia americana rastreia ruínas do prédio da TAM Express atrás de pertences dos mortos do vôo 3054

Bruno Tavares, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

Em meio a toneladas de escombros e vigas de ferro retorcido, um grupo de 15 peritos tenta encontrar os últimos vestígios de objetos pessoais das vítimas do vôo 3054 nos destroços do prédio da TAM Express. O trabalho, iniciado ontem, está sendo coordenado pela BMS Catastrophe Global Commercial Services (BMS CAT), empresa americana especializada em "resgatar" pertences em cenários de catástrofe. Nos últimos anos, atuou nos destroços do World Trade Center após o 11 de Setembro e nas áreas alagadas pela passagem do furacão Katrina, em Nova Orleans.A varredura é minuciosa. Com a ajuda de pás, rastelos e enxadas, a equipe vasculha cada metro quadrado do terreno atrás de qualquer coisa que se assemelhe a um objeto pessoal. Nessa primeira fase, o critério para a escolha do que vai parar dentro dos sacos plásticos pretos ou de lona branca parece subjetivo. Pelas frestas dos tapumes de madeira que isolam a área, a reportagem do Estado pôde observar os peritos recolhendo pedaços de roupas, plásticos retorcidos e muitos papéis chamuscados. Em princípio, é impossível distinguir o que pertencia aos passageiros e tripulantes do vôo 3054 da TAM e o que já estava no interior do edifício atingido pela Airbus. De longe, o único objeto aparentemente intacto era um livro de capa vermelha.Embora utilizem alguns poucos instrumentos, o trabalho dos peritos é basicamente manual. O rastelo, por exemplo, só é usado para remover as camadas mais superficiais de cinzas e entulhos. Após essa primeira varredura, os objetos serão encaminhados para um galpão alugado pela TAM no bairro de Vila Galvão, em Guarulhos. Lá, passarão por novas triagens e serão catalogados. Só depois disso é que os familiares das vítimas serão chamados para uma primeira tentativa de reconhecimento. Não há prazo para a conclusão dos trabalhos.

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