Empresa é acusada de cárcere privado

A Polícia Federal de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, abriu inquérito, nesta quinta-feira, contra a empresa Inbramaq, por manter 15 funcionários em cárcere privado e por tentar obstruir a fiscalização da Justiça do Trabalho.Houve resistência do proprietário da empresa, Paulo Terra, que será indiciado assim que sair do hospital, pois, com pressão alta, passou mal e precisou ser removido do local por uma ambulância.A suspeita inicial era de um possível infarto, não confirmado. A família de Terra não se manifestou sobre o fato. A PM e a PF tiveram de intervir para que a fiscalização fosse realizada, pois a Justiça do Trabalho enfrentou resistência na entrada.A Inbramaq também é acusada de não registrar os vários funcionários e de não depositar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).O delegado da PF, Rogério Santana Hisbek, às 22 horas desta quinta-feira, ainda ouvia os depoimentos dos funcionários que foram encontrados na sala do porão da empresa (o arquivo morto). Ninguém era registrado. A estratégia era escondê-los para que não ocorresse a autuação da Justiça trabalhista.

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