Empresa explorava trabalho escravo em carvoaria no Pará

Um grupo de 13 trabalhadores que exerciam funções análogas à escravidão em uma carvoaria na cidade de Dom Elizeu, no Oeste do Pará, foram resgatados por um grupo especial de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.A siderúrgica maranhense Sinasa será responsabilizada pela exploração da mão-de-obra, pois os trabalhadores prestavam serviço para a carvoaria e a Sinasa exigia exclusividade no fornecimento do carvão. Os trabalhadores foram encontrados a 40 quilômetros do centro urbano em barracos de madeira, sem água potável, luz elétrica, com alimentos perecíveis em decomposição, entre outras condições desumanas.As indenizações somam R$ 45 mil e, além das verbas rescisórias, os 13 trabalhadores receberão R$ 1 mil em indenização por danos morais e três parcelas do seguro-desemprego no valor de um salário mínimo cada. Nas oito operações desse ano foram resgatados 178 trabalhadores de 14 fazendas fiscalizadas. Ao todo R$ 737.577,57 foram pagos em indenizações aos trabalhadores.

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