Empresa nega irregularidades em Araraquara

A Clasus Brasil Informática, alvo de ação do Ministério Público pela venda supostamente superfaturada de lousas digitais para a prefeitura de Araraquara, rechaçou ontem irregularidades no negócio. A empresa já recorreu da decisão judicial que bloqueou cautelarmente parte de suas contas. "Quando citados vamos mostrar as incoerências (da ação). Temos absoluta convicção de que a Justiça não dará andamento à demanda e que o poder público não será punido por ter escolhido o melhor para os alunos", ressaltou o advogado Fernando Passos.

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2011 | 00h00

A ação indica que o governo Marcelo Barbieri (PMDB) gastou R$ 1,9 milhão por 61 lousas e suspeita de direcionamento na licitação. A vereadora Márcia Lia (PT) informou que cada lousa custa cerca de R$ 4,5 mil, mas a prefeitura pagou R$ 32,5 mil a unidade. "Há um erro grave nessa informação", reagiu José Joaquim Gonçalves dos Santos, procurador da Clasus. "Não é apenas uma lousa, mas solução interativa, com projetor, suporte e software. Não houve direcionamento", justificou o procurador. E concluiu: " A lousa é uma inovação tecnológica de excelência. Faz parte de nosso compromisso a capacitação do quadro docente. A maioria dos professores aprovou com nota máxima. Clasus é empresa comercial, sem viés político, nem para a esquerda nem para a direita. "

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