Empresa nega ter revisado helicóptero que caiu em Goiás

Entre os oito mortos no acidente estavam peritos, delegados e o principal suspeito de uma chacina

Rubens Santos - especial para o Estado de S. Paulo,

18 de maio de 2012 | 17h45

GOIÂNIA - Documento divulgado pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás, confirmou que o helicóptero Koala AW 119KII (prefixo PP-CGO), da Policia Civil, que caiu há 10 dias matando oito passageiros, não passou por revisão, das 300 horas de voo, como foi informado pela própria secretaria um dias após o acidente, em Piranhas. Os que morreram eram peritos e delegados da Policia Civil e o principal suspeito da chacina de Goiás, onde foram degoladas 7 pessoas.

"As cadernetas de revisão estão vazias", disse o secretário João Furtado Neto. "A empresa não realizou a manutenção porque foi informada, no dia 4, pela Agência Nacional de Avião Civil (Anac), que estava suspensa".

Troca de Óleo. De acordo com Furtado Neto, o helicóptero foi retirado da empresa sem que a manutenção tivesse sido iniciada e muito menos concluída. Relatou, ainda, que ocorreu uma troca de óleo da aeronave, antes de ser retirada do galpão de manutenção.

O documento, que nega a revisão, foi expedido e assinado pela Fênix Manutenção e Recuperação de Aeronaves Ltda., a empresa contratada pela Secretaria.

Além do helicóptero da Polícia Civil, a Fênix foi contratada para suprir também duas outras aeronaves, idênticas, vinculadas ao Corpo de Bombeiros e Polícia Militar de Goiás. No momento,ambas estão estacionadas, à espera de revisão do fabricante (AgustaWestland). E a secretaria informou, após o acidente, que o Koala passara por revisão nos últimos dias 04 e 07.

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