Empresa se diz vítima de um ''criminoso confesso''

A SP Alimentação partiu para o ataque. A empresa, alvo maior da promotoria, atribui ao delator Genivaldo Marques "interesses muito particulares". "É ponto pacífico que a SP Alimentação é vítima de um criminoso confesso, não só relativamente aos crimes confessados que o Ministério Público vem apontando reiteradamente, mas, em especial, num crime que Genivaldo cometeu em Jandira", afirma a SP.

Marcelo Godoy e Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

10 Abril 2011 | 00h00

A empresa informa que era credora de mais de R$ 600 mil da Prefeitura de Jandira. Ao tentar receber, "a empresa foi surpreendida com a notícia de que esse valor já teria sido pago". Depois de ingressar com medidas judiciais, a SP soube que o dinheiro teria sido recebido em nome da empresa, mediante falsificação da assinatura do sócio Eloizo Durães e de outros funcionários, "bem como teriam sido fabricados diversos recibos de quitação, com falsificação de documentos".

Segundo a empresa, "por ordem judicial os bancos informaram que os cheques desses valores foram depositados na conta de Genivaldo". A SP acusa a ação de "fortíssimo grupo econômico, que, há muito tempo, vem agindo nos bastidores, com o fim único de acabar com o ramo da merenda escolar terceirizada, que comprovadamente é o mais eficiente e que teve sucesso para evitar a continuidade de fraudes em licitações".

O auditor do FNDE, Gil Loja, adverte que todo o dinheiro repassado para merenda "fica sob fiscalização e os destinatários têm de prestar contas permanentemente". Para o auditor, é muito importante funcionar o "controle social". Por isso, ele destaca, o fundo "investe pesado" em capacitação de pessoal para acompanhar a execução do uso das verbas federais.

Em 2010 as ações do FNDE alcançaram mil municípios. Mais de 10 mil pessoas foram capacitadas. A fiscalização é feita pelo Conselho de Alimentação Escolar, com representantes de várias esferas - pais de alunos, professores e administração.

O prefeito de Porto Ferreira (SP), Maurício Rasi (PT), baixou resolução abrindo à população todos os contratos de sua gestão. Alega não querer dúvidas sobre a transparência dos negócios com dinheiro público. A Procuradoria-Geral de Justiça criou força tarefa para investigar os gastos com merenda. "Todos os contratos, por ordem do prefeito, estão abertos ao público nos próximos 30 dias", explicou Haroldo Christensen, diretor de gestão governamental.

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