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Empresária confessa ter matado a família, diz polícia

Empresária gaúcha disse que queria popuar os familiares do sofrimento que viria com o fracasso nos negócios

Solange Spigliatti, da Central de Notícias,

16 de abril de 2009 | 10h11

A empresária Roselani Radaelli Picinini DÁvila, de 47 anos, confessou na tarde desta quarta-feira, 15, ter matado o marido, a irmã e a sobrinha, em Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre, dizem as autoridades. Segundo o delegado Nauro Osório Marques, Roselani confessou ter premeditado, há cerca de um mês, a morte dos familiares.

 

Em seu depoimento, feito no Hospital Municipal Geral de Nova Hamburgo, onde foi internada, ela teria explicado que o motivo para os crimes foi a falência de suas empresas. "Ela disse que não queria que a família sofresse. Ela sustentava a irmã e a sobrinha e achava que, com a falta de dinheiro, não poderia mais dar conforto aos parentes e que eles iriam sofrer muito", conta o delegado.

 

"Ela também já havia avisado o marido, Flávio Machado DÁvila, de 54 anos, por diversas vezes que iria matá-lo por conta da crise financeira das empresas, mas ele não acreditava e dizia que iria interná-la", segundo o policial.

 

De acordo com o delegado Nauro, Roselani havia mentido sobre a morte do marido. "Ela disse que o marido havia ido para Gramado vender um apartamento, mas ele já estava morto na segunda-feira, 13, no apartamento do casal, a cerca de 20 quadras onde moravam a irmã e a sobrinha", explica.

 

Todas as mortes foram causadas por facadas na jugular, de acordo com informações do policial. Os primeiros dois corpos, o da irmã, Rosângela Radaelli Picinini de Freitas, de 47 anos, e da sobrinha, de 6 anos, foram encontrados num prédio de um bairro nobre de Novo Hamburgo, no bairro Jardim das Rosas, na manhã de quinta-feira, 15.

 

Segundo o delegado, Roselani, após matar o marido, foi trabalhar normalmente, foi a uma igreja e avisou a irmã que iria dormir com ela. Após levar a sobrinha a uma lanchonete, na noite de terça, a empresária matou a irmã por volta das 4 horas.

 

A sobrinha acabou acordando e viu o crime. Em seguida, Roselani matou a sobrinha e tentou se matar. Com os gritos, os vizinhos acionaram a polícia. A empresária foi levada para o hospital, onde permanece internada. O corpo do marido foi encontrado pouco tempo depois, no apartamento do casal.

 

Ela foi autuada em flagrante por triplo homicídio qualificado e deve receber a pena de 16 a 30 anos de prisão por cada crime. Segundo o delegado, Roselani estava em tratamento psiquiátrico e tomava remédios contra a depressão.

 

No apartamento dela, a polícia encontrou uma carta, com 14 páginas, onde a empresária diz que dívidas e a falência da fábrica de calçados da família foram os motivos dos assassinatos.

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