Empresária é encontrada morta no Rio

Corpo da empresária Mônica Petti foi encontrado na zona norte da cidade; polícia investiga se corpo carbonizado é do sócio de Mônica que desapareceu

Marcelo Gomes - Agência Estado,

15 Agosto 2012 | 19h37

RIO DE JANEIRO - A Polícia Civil do Rio praticamente descarta as hipóteses de latrocínio (roubo seguido de morte) e envolvimento de traficantes no assassinato da empresária Mônica Petti e no desaparecimento de seu sócio, Fernando Marcionílio dos Anjos.

Os investigadores já sabem que os sócios desembarcaram no aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio, por volta do meio-dia do último dia 5. Saíram do aeroporto em um táxi e desapareceram. A polícia já conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostram o casal entrando no veículo. Agora, trabalha para identificar o taxista.

Fernando e Mônica tinham viajado ao Rio para assistir a uma corrida de cavalos no Jockey Clube, na Gávea, na zona sul, e voltariam para São Paulo no mesmo dia. Os investigadores descobriram que os dois tinham um cavalo que participou da corrida. Além dos dois, outras quatro pessoas dividiriam a propriedade do animal.

O corpo de Mônica foi encontrado por volta das 21h do mesmo dia abandonado em uma rua de Vigário Geral, bairro da zona norte. O laudo do IML apontou que ela morreu devido a uma ação contundente na cabeça - uma paulada, por exemplo.

No dia seguinte, o corpo de um homem foi encontrado carbonizado dentro de um carro estacionado em rua de Honório Gurgel, também na zona norte. Os criminosos atearam fogo ao veículo com o corpo no porta-malas. Os investigadores suspeitam que se trate de Fernando. O dono do veículo incendiado já foi localizado e contou à polícia que o carro havia sido roubado.

Pelo menos três pessoas já prestaram depoimento à Divisão de Homicídios, entre elas a mulher de Fernando, Sandra, e um primo de Mônica. Sandra prometeu ceder exames realizados em vida pelo marido para permitir a comparação com o corpo, por meio da arcada dentária.

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