Empresária é libertada depois de um mês no cativeiro

A empresária Beatriz Pereira Dalla Crocci, de 70 anos, foi libertada hoje depois de passar um mês em cativeiro. A família pagou resgate, cerca de 2% do que foi exigido pelos bandidos. A polícia não tem pistas dos criminosos.Beatriz, que é mulher de um ex-sócio de uma cadeia de restaurantes, foi apanhada pelos seqüestradores no dia 15 de agosto, em uma travessa da Av. Jornalista Roberto Marinho, no Brooklin, na zona sul de São Paulo.Ela havia ido em seu Jaguar blindado a uma instituição de caridade para entregar cestas básicas. Quando desceu do veículo foi abordada por dois homens armados. Os criminosos colocaram-na em um carro semelhante a um Vectra e a levaram para o cativeiro.O lugar era uma casa, onde Beatriz ficou trancada em um quarto. Começava, então, a agonia da família.Só 15 dias depois os bandidos telefonaram para os parentes de Beatriz anunciando o seqüestro e exigindo US$ 1 milhão de resgate, dinheiro que a família não tinha como pagar.As negociações continuaram e, no fim de semana passado, os seqüestradores deram uma prova à família de que Beatriz estava viva - os parentes fizeram uma pergunta aos bandidos que só a vítima poderia responder.Todos os contatos entre a família e os seqüestradores foram feitos por meio de telefonemas. Os bandidos ameaçavam matar a vítima caso o resgate não fosse pago. Marcaram, então, o pagamento para a tarde de ontem.O dinheiro foi entregue em uma sacola na região de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. A tensão entre os familiares só acabou quando Beatriz chegou à casa durante a madrugada de hoje. Ela havia sido libertada na região de Osasco e conseguira apanhar uma carona com um motorista que aceitou levá-la até sua residência. A Divisão Anti-Seqüestro foi informada sobre o caso e está investigando o crime.

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