Empresário acusa restaurante Antiquarius por intoxicação

Mário Frering, herdeiro do grupo Caemi, e amigos passaram mal depois de comer bacalhau

Márcia Vieira, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

O que deveria ser um agradável almoço de domingo no Antiquarius, o melhor e mais caro restaurante português do Rio, acabou na emergência do hospital. O empresário Mário Frering, ex-controlador do grupo Caemi, o quinto maior produtor de minério de ferro do mundo, sua mulher, Paula, e dois amigos, Wilma Lerner e Leon Goldberg, tiveram intoxicação alimentar provocada por uma bactéria, provavelmente salmonela. Eles acusam o restaurante, freqüentado por diversos artistas, políticos e empresários, pela contaminação. Os quatro clientes comeram o bacalhau a Antiquarius, o prato mais famoso da casa, servido desfiado com ovo mexido e batata palha. A iguaria custa R$ 53. A direção do restaurante recebeu ontem uma notificação extra-judicial do escritório de advocacia Castro e López, em nome dos quatro, alertando que, "12 horas após a refeição no Antiquarius, eles foram acometidos de fortes dores abdominais, náuseas, vômitos e diarréia". Os amigos alegam que continuam sofrendo os efeitos da gastroenterite e que, em breve, vão exigir do Antiquarius o ressarcimento de todas as despesas médicas que tiveram. O grupo, de 11 pessoas, chegou no restaurante, no Leblon, na zona sul da cidade, por volta das 17 horas de 29 de julho (domingo). Apenas os quatro pediram prato com bacalhau. Os outros sete comeram outros peixes e carne. Todos são clientes antigos da casa. Boris Lerner, marido de Wilma, disse que nenhum deles quer levar o caso para os tribunais. "Queremos apenas o pagamento das despesas médicas. E achamos que era nossa obrigação alertar as pessoas de que isso (a intoxicação) aconteceu. É preciso que nossos amigos, que também vão muito lá, saibam disso. Não queremos ter dor na consciência", disse. Wilma Lerner foi atendida na emergência do Hospital Samaritano. Mário Frering, que mora em Londres e está no Rio passando uma temporada, foi socorrido na emergência da Clínica São Vicente. Sua mulher, Paula, ficou mais debilitada e teve de ficar internada dois dias para tomar soro. Leon Goldberg, genro de Wilma, foi parar no Hospital Barra D?Or. Todos com os mesmos sintomas e o mesmo diagnóstico. Segundo o gastroenterologista José Antonio Flores da Cunha, o grande perigo da intoxicação alimentar é a desidratação, que pode levar a danos bem maiores. "Geralmente a aplicação de soro e o uso de antibiótico resolvem o problema", afirmou.

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