Empresário acusado de matar 3 pessoas na BR-101 é preso no ES

Wagner José Dondoni de Oliveira foi indiciado por três homicídios dolosos e duas tentativas de homicídio

Ricardo Valota, do estadao.com.br,

25 de abril de 2008 | 12h41

O empresário Wagner José Dondoni de Oliveira, de 41 anos, foi indiciado na tarde de quinta-feira, 24, por três homicídios dolosos e duas tentativas de homicídio. Oliveira, que prestou depoimento na Delegacia de Delitos de Trânsito, em Vitória, ficará preso para não atrapalhar as investigações do acidente ocorrido no último domingo, 20, quando, embriagado, bateu sua picape contra um Fiat Uno e provocou a morte de três pessoas.  O acidente ocorreu na altura do quilômetro 304 da BR-101, em Viana, Espírito Santo. O motorista do Uno era o cabeleireiro Ronaldo Andrade, de 36 anos, e estava no carro com seus dois filhos, de 13 e 3 anos, e sua mulher, Maria Sueli Costa Miranda, de 29 anos. As crianças morreram no momento do choque. Maria Sueli não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois. Antes de provocar o acidente que resultou em mortes, Wagner já havia se envolvido em outros dois. No trevo de Guarapari, ele subiu no canteiro e quase atingiu a ambulância da rodovia, que estava estacionada. No quilômetro 315, ainda em Guarapari, o motorista de um Corsa Sedan, para desviar da picape, capotou na pista. Uma senhora ficou ferida e o empresário fugiu sem prestar socorro. Após ser levado para a delegacia minutos depois do choque com o Uno, Oliveira se recusou a fazer o exame do bafômetro, mas para a polícia era clara a embriaguez. O empresário também mentiu para a polícia informando que estava saindo do aniversário da sua mãe, e que havia bebido somente duas taças de champagne. A polícia, entretanto, descobriu que a mãe de Oliveira só fará aniversário em setembro.  Em depoimento na quinta, o advogado de Wagner insistiu com a tese de que o empresário não bebeu no dia do acidente. "Ele ingeriu bebida alcoólica um dia antes, mas no momento da colisão ele estava dormindo e ele se deparou com o Uno e ocorreu o que ocorreu", disse o advogado Aldano Lemos. No depoimento, segundo o delegado, o empresário assumiu que bebeu e que estava em uma boate antes de pegar a rodovia.

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