Empresário americano deporá em inquérito de delegados

O empresário americano Mário Glikas, acusado de contrabando de diamantes, em Rondônia, será chamado para depor no inquérito que apura o envolvimento dos delegados Wilson Perpétuo e José Bocamino, além do agente Luiz Cláudio Santana, com uma quadrilha de roubo de cargas. Foi durante investigação feita em torno de Glikas que a Diretoria de Inteligência Policial (DIP) da PF descobriu a relação dos policiais com extração ilegal de diamantes e com outros tipos de crimes.Investigadores que trabalham no caso acreditam que a relação dos delegados com Glikas pode ser bem maior do que seimaginava. A PF mantém em sigilo diversos indícios da relação dos policiais com diversos grupos, principalmente com roubo de cargas, mas admite que eles podem estar vinculados também com a extração de diamantes na reserva indígena Roosevelt, emCacoal, norte de Rondônia. Interceptações telefônicas feitas em torno de uma investigação de contrabando indiciou que os delegados tinham negócios no Estado. Além disso, entre o final do ano passado e este ano foram presos dois policiais federais, sendo que um deles de São Paulo, que prestava segurança e assessoria nesta área para Mário Glikas. Os dois agentes também deverão ser ouvidos pela PF no inquérito relacionado aos delegados.

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