Empresário é baleado na calçada

Arrancado do carro e atingido no pescoço, seu estado não é grave

NAIANA OSCAR, O Estadao de S.Paulo

24 de janeiro de 2009 | 00h00

Um empresário de 62 anos foi baleado no pescoço no início da tarde de ontem na Rua Doutor Eduardo Amaro, no Paraíso, zona sul da capital. De acordo com testemunhas, a picape Galloper do empresário teria sido bloqueada por um outro veículo. Um homem armado teria retirado o empresário do carro e o levado pela camisa até a calçada, onde fez o disparo. O advogado da vítima, que se identificou apenas como Márcio e não quis conceder entrevista, informou apenas que seu cliente foi internado e que o estado de saúde dele não é grave. A bala entrou abaixo de uma das orelhas da vítima e saiu pelo maxilar, trajetória que pode ter salvado a vida dele. O autor do disparo fugiu. Levada inicialmente para o Hospital Municipal Vergueiro, a vítima foi transferida para outra unidade de saúde não divulgada pela família.DÍVIDAOs relatos das testemunhas indicam que a vítima teria uma dívida com o agressor, pois teria gritado "eu vou pagar", enquanto era arrastado. O empresário, já aposentado, é dono do prédio onde funcionam as Faculdades Integradas Álvares Penteado (Fiap), especializada na área tecnológica e com dois câmpus próximos do local do crime, na Avenida Paulista, região central, e na Avenida Lins de Vasconcelos, na Vila Mariana.Segundo o boletim de ocorrência, o criminoso e o empresário chegaram a se agredir na rua antes de o tiro ser disparado. A Secretaria de Segurança Pública não permitiu à reportagem acessar o registro policial.Por causa dos primeiros depoimentos, tomados ontem mesmo no 36º DP (Paraíso), a polícia considera remota a possibilidade de latrocínio, justamente porque há indícios de que agressor e vítima se conheciam. No carro do empresário, foram encontrados dois celulares, documentos, chaves e a quantia de R$ 898 em dinheiro.O caso ocorreu ontem às 12h40, mas a perícia só esteve no local por volta das 18 horas. Era possível enxergar manchas de sangue na calçada da Eduardo Amaro. O local do crime ficou preservado nesse período, mas a via não chegou a ser interditada para o trânsito.Um policial que pediu anonimato informou que o empresário levava no carro cinco mulheres, informação que não foi confirmada oficialmente pela polícia, que se limitou a informar que cinco mulheres prestaram depoimento sobre o caso ontem à tarde.

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