Empresário e segurança são indiciados por morte de jovem

O empresário Flávio Couto e o segurança Marcelo Xavier Costa foram indiciados por homicídio doloso, com intenção de matar, pela morte do adolescente Luiz Felipe Fischer, de 17 anos, em frente ao Ginásio da Unicamp, em Campinas, durante um show do Titãs, na sexta-feira passada.Nesta quinta-feira, a polícia fez uma acareação entre Couto e Costa. Couto é dono da empresa de segurança contratada para prestar serviço no dia do show. Costa trabalha em uma casa noturna da cidade e afirmou que estava no local a passeio. Várias testemunhas disseram que os dois atiraram contra um adolescente que os havia provocado e acabaram acertando Fischer.Na acareação, nesta quinta-feira, os dois mantiveram o depoimento anterior, voltaram a negar a autoria do tiro que matou o garoto e disseram que fizeram os disparos para o alto, na tentativa de conter um grupo de jovens que queria entrar no ginásio sem pagar ingresso.De acordo com o laudo de balística da polícia, o tiro que atingiu Fischer partiu de uma pistola 380. No dia do crime, uma arma do tipo foi apreendida com Couto. Costa entregou um revólver 38 à polícia na segunda-feira, quando foi convocado a depor. Apesar do resultado do exame, a polícia não conseguiu constatar que o tiro tenha partido de fato da pistola de Couto.Mas a polícia informou que vários depoimentos de testemunhas visuais apontam o empresário como autor do disparo que matou o adolescente. O delegado do 7º Distrito Policial (DP) de Campinas, José Roberto Rocha Soares, confirmou a informação. Soares disse que os dois acusados foram indiciados porque ambos contribuíram para que o crime ocorresse, conforme relataram as testemunhas, já que tentaram atingir um outro menor, que conseguiu escapar.As testemunhas disseram que um garoto quis entrar no ginásio à força, provocou Costa e saiu correndo para fugir dele. Costa atirou e foi apoiado por Couto. Um dos tiros atingiu Fischer. O garoto que conseguiu fugir não foi localizado pela polícia e não se apresentou para depor. O delegado comentou que poderá fazer uma reconstituição do crime. Costa, preso na segunda, foi liberado nesta madrugada. Couto permanece detido sob prisão temporária de cinco dias. Ele está desde esta quarta-feira na cadeia anexa ao 2º Distrito Policial.

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