Empresário mata os filhos e se suicida em Alphaville

O empresário Elk Alves da Silva, de 66 anos, e os três filhos foram encontrados mortos na noite de anteontem no apartamento onde moravam em Alphaville, condomínio fechado de alto padrão na Grande São Paulo. A perícia técnica da Polícia Civil concluiu que o pai cometeu suicídio depois de ter matado a tiros os filhos: Elk Alves da Silva Júnior, de 15 anos, Karoline, que completaria 17 anos em setembro, e Derek, de 5. Elk estava separado da mãe das crianças, a costureira Maria de Fátima Diogo, de 41 anos, havia oito meses.Na noite de sexta-feira, sem conseguir contato com os filhos e o ex-marido, Maria de Fátima levou um chaveiro e a Polícia Militar ao apartamento. Ao entrar no imóvel, às 22h30, se deparou com a tragédia. Em desespero, foi amparada por uma amiga e pelos policiais, que a levaram a um hospital.Segundo conhecidos da família, o empresário estava falido e inconformado com a separação. Uma carta escrita por ele e achada pela polícia faz menção à ex-mulher e à crise nos negócios. Ele atuava no ramo imobiliário.Segundo o delegado titular da delegacia de Santana do Parnaíba, Luís Roberto Faria Hellmeister, Elk dopou os filhos. Pelo menos dezenove comprimidos do tranqüilizante Lorax foram misturados a leite e brigadeiro. A polícia encontrou embalagens vazias do calmante e vestígios dos alimentos.Por volta das 3 horas da sexta-feira, vizinhos contaram ter escutado estampidos vindos do interior do apartamento, mas não imaginaram que pudessem ser de disparos de arma. Todos foram baleados na cabeça. Derek foi o primeiro, na cama de casal. Depois foi a vez de Karoline. Ela dormia na sala com Júnior em dois colchões. O jovem provavelmente ouviu o tiro e acordou. Foi então atingido nas costas e depois na cabeça. Em seguida, Elk atirou na própria cabeça. Seu corpo foi achado no quarto de casal. Durante a sexta-feira, a alteração na rotina da família já havia sido notada pela empregada. Ninguém atendia a porta e o patrão não havia deixado a chave sob o tapete, como era o costume. A falta dos irmãos também foi notada na escola. E o carro de Elk, que nunca saía a pé, permanecia na garagem.

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