Empresário Nenê Constantino é preso em Brasília

O empresário Nenê Constantino, pai do presidente da segunda maior companhia aérea do país, Gol, foi detido na noite de quarta-feira em Brasília, após ter sua prisão preventiva decretada no processo em que é acusado de homicídio.

REUTERS

16 de dezembro de 2010 | 13h47

Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal, o empresário e outras quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público pelo homicídio de Márcio Leonardo de Sousa Brito. Os outros acusados são João Alcides Miranda, João Marques Dos Santos, Victor Bethonico Foresti e Vanderlei Batista Silva.

Nenê Constantino não tem participação na administração da companhia aérea Gol.

O tribunal afirmou em comunicado à imprensa que audiências de testemunhas do caso, iniciadas na véspera, prosseguem nesta quinta-feira. Após pedido de advogados do empresário, testemunhas de defesa serão ouvidas em 1o de março.

Segundo o tribunal, o motivo do crime --de acordo com a acusação do Ministério Público-- é que a vítima, que morava em uma área invadida ao lado de uma das empresas de Constantino, se recusava a deixar o local. "A acusação alega que ele teria sido morto por ordem do empresário", de acordo com o tribunal.

O empresário responde a outro processo por homicídio, que também tramita no Tribunal do Júri de Taguatinga, para o qual foi decretado segredo de Justiça.

Em maio de 2009, uma desembargadora do tribunal concedeu prisão domiciliar ao empresário, então com 78 anos, por motivos médicos. Em julho do mesmo ano, Constantino recebeu habeas corpus do tribunal.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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