Empresário português é libertado no Rio

O empresário português Manoel Maria Gonçalves Portelinha, de 69 anos, seqüestrado há 18 dias, foi libertado na madrugada de hoje pelos criminosos, antes que a família pagasse o resgate exigido de R$ 1 milhão. Ele ficou em quatro cativeiros em diferentes favelas do Complexo da Maré, na zona norte, e os seqüestradores decidiram libertá-lo depois que quatro integrantes da quadrilha foram presos - um deles é pastor de igreja evangélica. Portelinha é dono de uma empresa de ônibus na Baixada Fluminense e de imóveis no Rio. Ele vem ao Brasil regularmente para administrar os negócios.Portelinha é cardíaco e hipertenso. Ele passou os dezoito dias com mãos e pés amarrados, o rosto coberto por esparadrapos, foi alimentado apenas com sanduíches e não tomou os remédios de que precisava. "Meu pai está abalado, não sofreu castigos físicos, mas o simples fato de estar em cativeiro o debilitou muito", afirmou o filho Carlos Portelinha, de 38, que veio ao Brasil por exigência dos seqüestradores, que só queriam negociar com familiares. "Ele vai continuar vindo ao Brasil", garantiu o filho.O empresário chegou à Viação Mangaratiba por volta das 2 horas da madrugada, com feridas no rosto por causa do esparadrapo. Ele foi entregue por um taxista, que recebeu a instrução de deixá-lo na porta da empresa. Na madrugada de segunda-feira, quatro seqüestradores haviam sido presos quando saíam de um hotel na Ilha do Governador. "Chegamos a eles por rastreamento de celular", informou o titular da Delegacia Anti-Seqüestro, Luiz Antônio Ferreira, sem querer entrar em detalhes.

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