Empresário preso na Operação Carbono é liberado

O empresário Hassan Ahmad, de 42 anos, apontado como um dos chefes de uma quadrilha internacional de contrabando de diamantes, foi solto no início da madrugada de hoje após cumprir a prisão temporária de cinco dias na carceragem da superintendência da Polícia Federal (PF), em Belo Horizonte. Hassan foi preso temporariamente por ordem da 4ª Vara da Justiça Federal da capital mineira. A Justiça, atendendo a um requerimento do Ministério Público Federal (MPF), havia expedido mandados contra ele e outros nove suspeitos, como parte da "Operação Carbono", deflagrada no dia 10 de fevereiro pela PF nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Todos já cumpriram a prisão temporária e foram liberados, entre eles o ex-chefe do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Minas Gerais, Luiz Eduardo Machado de Castro, e a empresária Vivianne Albertino dos Santos, também acusada de chefiar o esquema criminoso. Hassan está sendo investigado pelos crimes de contrabando, sonegação fiscal, evasão de divisas e formação de quadrilha. No depoimento que prestou ao delegado Alexandre Leão, enquanto esteve preso, o empresário negou todas as acusações e garantiu que não há ilegalidade nos seus negócios. Além disso, negou qualquer vínculo com grupos terroristas, suspeita levantada durante as investigações. Segundo seu advogado, Carlos Alberto Arges Júnior, antes de ser liberado, ele assinou um termo de compromisso garantindo que irá comparecer à PF toda vez que for chamado. O empresário, durante depoimento ao delegado Leão, também prometeu apresentar toda a documentação para comprovar a legalidade de suas operações comerciais. "Ele pretende continuar em Belo Horizonte", afirmou o advogado. Hassan reside na capital mineira desde o final dos anos 90, quando abriu a empresa Primeira Gema, Comércio, Exportação e Importação. Minas é considerada pela PF a base de atuação da quadrilha, que, de acordo com as investigações, teria movimentado quantias bilionárias no exterior.

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