Empresário preso por adulteração de combustível

O empresário Liberato Batista, sócio de duas empresas de transportes em Campinas, foi preso hoje acusado de adulteração de combustível, formação de quadrilha e receptação. O pedido de prisão preventiva havia sido emitido anteontem pela 4a Vara Criminal de Campinas, a pedido do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) do Ministério Público da cidade. A prisão foi efetuada pela Polícia Militar, conforme a delegada Ana Lúcia Santoro, do 3o Distrito Policial. De acordo com o Gaerco, em agosto de 2002 foram encontradas três carretas carregadas com 56 mil litros de combustíveis em uma das empresas de Batista, em uma operação conjunta do MP, da Polícia Militar e da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A ANP verificou que o combustível era adulterado. Batista alegou que os caminhões pertenciam a motoristas que apenasusavam o local para estacionar, conforme o Gaerco. O inquérito foi relatado quase dois anos depois pela Polícia Civil, que aguardava laudos criminalísticos, e os promotores verificaram que faltavam diligências, como checar a propriedade doscaminhões. O Gaerco informou que as carretas estão no nome de pessoas ligadas a Batista. Depois de investigar o caso, os promotoresdenunciaram seis pessoas e pediram prisão preventiva de todos. A Justiça acatou denúncia, mas concedeu prisão apenas a Batista e Luiz Liberato Batista, que o Gaerco quer descobrir se são a mesma pessoa. Também foram denunciados Sandra Silva Ramos, mulher de Batista, os filhos Leandro Augusto e Patrícia Kelly e a sócia Lázara Batistas. Eles responderão ao processo em liberdade. O interrogatório dos acusados está marcado para o próximo dia 8.

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