Empresário suspeito de matar procuradora é encontrado morto em BH

Corpo estava sobre a cama de um motel às margens da BR-356 no bairro Olhos D'Água

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

03 Fevereiro 2012 | 05h26

SÃO PAULO - Ex-marido de procuradora assassinada em um condomínio de luxo foi encontrado morto na noite de quinta-feira, 2, em um motel na cidade de Belo Horizonte(MG). O corpo do empresário Djalma Brugnara Veloso, de 49 anos, foi localizado sobre a cama de uma suíte do Motel Capri, na BR-356, no bairro Olhos D'Água, onde se hospedou pouco antes das 5 horas do mesmo dia.

 

O corpo foi encontrado por funcionários, que estranharam o silêncio do hóspede após quase um dia de permanência no quarto. A polícia investiga a possibilidade de Brugnara ter se matado, mas não afasta a possibilidade de assassinato, porque havia ferimentos em várias partes do corpo e sinal de violência no pescoço, além de sangue na cama, no chão e no banheiro. Sob o corpo foi achada uma faca que, segundo a PM, pode ter sido a mesma usada para matar Ana Alice Moreira de Melo, de 35 anos. Ex-marido da procuradora da Advocacia Geral da União (AGU), Brugnara era considerado foragido pela polícia desde o início da manhã de quinta-feira, 2. Ele teve prisão preventiva decretada pela Justiça de Minas Gerais como principal suspeito na morte da ex-mulher.

 

Ana Alice foi assassinada na madrugada de quinta-feira na casa onde morava com os dois filhos do casal, em um condomínio de luxo na cidade de Nova Lima. Segundo uma empregada da família,o empresário discutiu com a procuradora e, em seguida, matou a mulher a facadas, antes de fugir, em um Peugeot branco, o mesmo encontrado no motel. A empregada se trancou no banheiro com as crianças e acionou a PM. O casal estava em processo de separação e, no dia 24 de janeiro, Ana Alice registrou um boletim de ocorrência por ameaças contra o empresário na 4ª Delegacia de Nova Lima, com base na lei Maria da Penha. No dia seguinte, a justiça determinou que ele deveria manter distância da ex-mulher e dos filhos.

 

Mesmo assim, o advogado da procuradora achou as medidas de proteção insuficientes e solicitou à justiça que o empresário deixasse a casa. O pedido foi deferido na quarta-feira, 1, pelo Juiz Juarez Morais de Azevedo, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No entanto, o despacho saiu depois das 18 horas, e nenhum dos cônjuges chegou a ser comunicado. A Procuradoria-Geral Federal emitiu nota, lamentando o assassinato da procuradora. O corpo de Ana Alice será enterrado hoje no cemitério Parque Bosque da Esperança, na capital, onde o velório terá início às 9 horas.

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