Empresários são suspeitos em roubo de combustível

Os empresários Cláudio Doan Del Mônaco, de Potim, Geraldo Magela dos Santos, de Aparecida, e Evaldo Martucelli Monteiro, de Guaratinguetá, foram libertados da cadeia pública de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, na noite de ontem, depois de terem a prisão temporária de 5 dias decretada pela Justiça. A polícia civil investiga a participação dos três em negócios com o empresário Joaquim Santólia de Souza, preso desde outubro do ano passado, acusado de liderar a máfia dos combustíveis na região. Além dos três empresários, continua detido, na cadeia publica de Queluz, o comerciante José França Novaes. O irmão dele, Carlos Alberto França Novaes, também suspeito de participar da máfia do roubo de combustível na Via Dutra, está foragido.A polícia civil começou a investigar o crime em janeiro do ano passado. Em março, foi presa a primeira pessoa envolvida, à qual se seguiu a prisão de outros 6 acusados, entre eles o proprietário de oito postos na região, Joaquim Santólia de Souza. Segundo a polícia, ele é sócio dos três empresários libertados ontem. "Para agilizar as investigações, pedimos a prisão temporária", afirmou o delegado responsável pelo caso, Hélio Borges do Santos. Eles negaram o envolvimento nos crimes, assim como Souza. Segundo o delegado, de março do ano passado até este mês, nenhum roubo de carga de combustível foi registrado na Via Dutra, no trecho do Vale do Paraíba. "Antes, eram dois roubos de carga por semana, principalmente no trecho de Pindamonhangaba a Lavrinhas", afirmou Santos. O fim dos roubos de carga de combustível é, para a polícia, mais um indício da ligação dos detidos com o crime. Das onze pessoas indiciadas no primeiro inquérito (já foram abertos outros 7 inquéritos relacionados ao mesmo crime), sete estão detidas e quatro, foragidas.

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