Empresários teriam rifado virgindade de adolescente

Justiça decretou prisão de 5 homens, mas só 1 foi detido; orgias eram realizadas na futura Câmara

José Maria Tomazela, SOROCABA, O Estadao de S.Paulo

25 de março de 2009 | 00h00

Cinco empresários da construção civil são acusados de promover orgias com adolescentes em Mairinque, a 65 quilômetros de São Paulo. A virgindade de uma das garotas teria sido sorteada em uma rifa. O grupo organizava festas num prédio que está sendo comprado para abrigar a Câmara Municipal da cidade. O negócio foi embargado pela Justiça em razão de denúncias de superfaturamento. O dono do imóvel, empresário Elias Gomes, o Lia, é acusado de ser o chefe do grupo.Lia e os outros quatro acusados tiveram as prisões decretadas pela Justiça. Um deles, identificado pelo apelido de Bao, está preso desde sábado. Os demais estão foragidos. Dois dos acusados, identificados como Wilson e Adilson, têm empresas em Araçariguama, na região. Outro, identificado como Marcelino Pinto, é empresário em Sorocaba. A Justiça decretou sigilo sobre o caso ontem. De acordo com o delegado da Polícia Civil Alexandre Cassola, uma adolescente de 15 anos e uma garota maior de idade eram obrigadas a aliciar garotas menores para o grupo. A jovem maior disse que foi obrigada, sob ameaça, a manter relações sexuais com todos os acusados. Ela e as adolescentes deram ao delegado detalhes das orgias. Vizinhos do prédio, um sobrado, contam que as festas rolavam também nos fins de semana. Os homens e as garotas podiam ser vistos nus pelos cômodos e na parte externa. Os crimes foram denunciados porque duas garotas, ambas com 15 anos, quiseram sair do esquema. Elas foram perseguidas e ameaçadas pelo empresário de Sorocaba. Na casa de um dos acusados, a polícia apreendeu um notebook, fitas de vídeo, CDs, DVDs e máquinas digitais com grande quantidade de material pornográfico. O material foi encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística de Sorocaba.De acordo com o delegado, os cinco homens são acusados de estupro, atentado violento ao pudor, corrupção de menores e outros crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. O homem preso foi encaminhado para a cadeia de Pilar do Sul. A Câmara de Mairinque informou que o prédio ainda pertence ao dono do imóvel, pois a compra está sub judice, e apenas ele tem acesso ao local. A reportagem tentou contato com familiares dos acusados já identificados, mas houve recusa em falar sobre as acusações.

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