Empresas aéreas temem novo apagão no feriado

As empresas aéreas estão em alerta para possíveis atrasos de vôos no feriado do Dia do Trabalho devido ao seqüenciamento de aeronaves sentido nos últimos dois dias. Segundo fontes nas companhias, depois de algumas semanas de trégua, a operação de seqüenciamento - maior espaçamento entre os vôos - voltou a ser praticada no Aeroporto de Congonhas. Conforme o Serviço Regional de Proteção ao Vôo de São Paulo (SRPV- SP) o motivo do seqüenciamento dos últimos dias é a grande intensidade do tráfego direcionado a Congonhas. Segundo o chefe do SRPV, coronel Carlos Minelli de Sá, já foi iniciado um levantamento para descobrir quem está desrespeitando o número de slots por hora. Nas últimas semanas, o controle de tráfego tem realizado até 42 pousos e decolagens, quando o limite estipulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é de 37 operações. Controladores de vôo Contudo, o diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo, Ricardo Roberto de Castro Magalhães, que representa os funcionários da Defesa Aérea da Aeronáutica, os controladores de vôo civis não irão realizar operação-padrão. "Os controladores fizeram uma assembléia no último dia 17 e deixaram o estado de greve em que se encontravam para dar crédito de confiança ao governo para que as negociações prossigam sem confusões", explica. "Deste modo, os controladores vão continuar seu trabalho normalmente, e não haverá greve durante o feriado", completa o diretor. O Palácio do Planalto também está preocupado com o que classifica de ?aparente calmaria? no controle do tráfego aéreo. Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva temem não estar tendo a exata noção da temperatura nos centros de controle, já que chegam sinais de várias partes sobre inquietação de controladores com o Inquérito Policial-Militar (IPM) que apura o motim de 30 de março. ?O assunto está perigosamente esquecido?, comentou um interlocutor de Lula, que teme novas surpresas no setor. O Comando da Aeronáutica evita falar no assunto. Os oficiais entendem que o IPM será um ?divisor de águas?, uma vez que definirá eventuais punições dos amotinados. O inquérito foi aberto a pedido do Ministério Público Militar. O presidente Lula recuou da decisão de abrir negociação com a categoria e transferiu para o Comando da Aeronáutica a condução da crise. A Força Aérea, por sua vez, suspendeu o diálogo com os controladores. Insatisfeitos, alguns militares já falam em pedir baixa do serviço. (Com Solange Spigliatti)

Agencia Estado,

27 Abril 2007 | 13h26

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