Empresas bancam a primeira delegacia antipirataria

Foi inaugurada nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro a primeira delegacia antipirataria do País. Criada com a ajuda de grandes empresas, a Delegacia de Represão ao Crime contra a Propriedade Imaterial (DRCPI) também vai atuar no combate ao contrabando e à fraude fiscal. O principal alvo da unidade serão os atacadistas de produtos piratas. ?Para nós, não interessatanto ir atrás de camelô. Ele é um mero distribuidor de produtos. Há grandes operadores atuando no País e são eles que nós temos que pegar?, disse Emerson Kapaz, presidente executivo do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, entidade que, junto com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação intermediou a negociação entre as empresas e o governo do Estado. O País deixa de arrecadar, anualmente, R$ 6 bilhões em impostos por causa da falsificação de apenas quatro produtos: combustível, cigarro, cerveja e refrigerante. No Estado de São Paulo, o número chega a R$ 800 milhões. Os recursos (R$ 400 mil) para a construção da delegacia, que tem uma equipe de 35 pessoas e vai contar com apoio do Disque-Denúncia, foram repassados pela Kaiser, Coca-Cola, Pepsi, Ambev e Sousa Cruz. A delegacia, segundo Kapaz, é um projeto-piloto, e pode ser levado para outros Estados. ?Já estamos atuando com forças-tarefa em outros Estados. Se a delegacia der resultado, que eu acredito que vai dar, vamos abrir outras?, disse, ressaltando que o crime de pirataria também está sendo investigado por uma CPI da Câmara dos Deputados que já 11 nomes de operadores que autuam na fronteira com o Paraguai. Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, a delegacia vai ampliar um trabalho já desenvolvido pela unidade especializada em roubo falsificação e fraude de combustível e energia. Só no primeiro trimeste deste ano, foram abertos 400 inquéritos contra fraude de energia elétrica.

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