Empresas de limpeza são obrigadas a cumprirem contrato

A Prefeitura de São Paulo conseguiu, na noite de sexta-feira, 13, uma liminar na Justiça obrigando as empresas concessionárias Ecourbis e Loga a atenderem os contratos na sua totalidade. De acordo com a Secretaria de Serviços, o juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública, que concedeu a liminar, entende que a falta da coleta de lixo poderá ocasionar sérios problemas para grande parte da população. As empresas já foram comunicadas oficialmente pela Secretaria de Serviços e, se não cumprirem as determinações da Justiça, deverão pagar multa de R$ 100 mil ao dia. Desde que a Prefeitura tomou conhecimento da paralisação dos coletores de lixo, na manhã de sexta, acionou as empresas de varrição, que não aderiram ao movimento, para recolher os resíduos domiciliares. Com esta medida os problemas de falta de coleta estão sob controle, segundo a Secretaria de Serviços. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco), Moacyr Pereira, o acúmulo de lixo domiciliar em períodos de greve é de 3 mil toneladas ao dia. "Portanto, neste sábado, o acúmulo de lixo já deve passar das seis mil toneladas." Pereira afirma que a categoria "está torcendo para não chover na capital". Se isso ocorrer, o lixo acumulado poderá provocar enchentes em diversos pontos. E destacou: "Não queremos prejudicar a população, mas a greve foi nosso último recurso para garantir as reivindicações que consideramos mínimas para a categoria, como o desjejum. O nosso temor é que se chover e tiver enchente, as autoridades queiram jogar a culpa nos lixeiros e nos varredores, o que não é justo." Segundo o presidente do Siemaco, os bairros mais afetados são os da região central, tais como o Parque Dom Pedro, e outras localidades, como Bom Retiro, Brás, Ipiranga, Jardins, Vila Mariana, Saúde e Vila Clementina. Colaborou Elizabeth Lopes

Agencia Estado,

14 Abril 2007 | 16h21

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