Empresas de ônibus avaliam prejuízos com greve em São Paulo

O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de São Paulo (Transurb) ainda está analisando os prejuízos decorrentes da greve de ônibus em São Paulo, avaliados em cerca de R$ 12 milhões, que as companhias deixaram de arrecadar nos dois dias de paralisação. Apesar disso, o Transurb afirmou que o atraso no pagamento do vale dos funcionários, no próximo dia 20, não deve ocorrer.Os prejuízos vão afetar as companhias, segundo empresários. De acordo com o Transurb, nas greves anteriores os empresários recorreram a empréstimos bancários para quitar seus compromissos. Os empresários se preparam para enfrentar mais uma rodada de negociações com o sindicato dos motoristas e cobradores e com a Prefeitura. O imbróglio é que o sindicato dos trabalhadores quer que cerca de 50% dos 10.800 funcionários demitidos sejam absorvidos novamente.A Prefeitura quer que as empresas do setor absorvam os trabalhadores, mas arquem com o custo das demissões necessárias às novas contratações. Os empresários, porém, alegam que não vão assumir uma conta que não é da responsabilidade deles.O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, divulgou nesta quarta-feira nota de apoio à greve dos motoristas, na qual acusa a Prefeitura de ser responsável pela situação dos 10.800 funcionários das nove empresas descredenciadas.

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