Empresas de ônibus incediados por ataques em SC querem aumentar a tarifa

Prejuízo por 47 veículos queimados chega a R$ 15 milhões; prefeito de Florianópolis critica atitude dos empresários e garante que não haverá aumento

Júlio Castro, especial para o Estado,

06 Fevereiro 2013 | 19h53

FLORIANÓPOLIS - Empresas de ônibus de Santa Catarina que tiveram veículos queimados na última onda de ataques pretendem solicitar o aumento da tarifa para custear seus prejuízos. Desde novembro do ano passado, 47 coletivos já foram incendiados por criminosos ligados ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

O medo dos usuários fez cair a demanda pelo uso do transporte e consequentemente a queda no faturamento. Donos de empresas, representantes de sindicatos das empresas e trabalhadores já estão de posse de planilhas de custos reivindicando aumento nas tarifas para os próximos dias.

Segundo as empresas, o prejuízo provocado pelos ataques alcança R$ 15 milhões. Elas afirmam não possuir seguro dos veículos nem cobertura para ações de vandalismo.

Em comunicado divulgado à imprensa nesta quarta-feira, 6, o prefeito de Florianópolis, César Souza Júnior garantiu, que não haverá qualquer aumento nas passagens. Para o chefe do executivo, as empresas devem arcar com o risco da atividade que prestam. Souza Júnior ainda considerou inconveniente o pedido das empresas em meio à crise deflagrada pelos atentados.

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