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Empresas de ônibus questionam fiscalização em SP

As empresas de ônibus de São Paulo deverão questionar ainda nesta semana a fiscalização feita pela Prefeitura de São Paulo, que inabilitou 301 ônibus que estarão proibidos de circular pelas ruas da cidade a partir do próximo sábado. A informação é do diretor do Sindicato das Empresa de Ônibus (Transurb), Antônio Sampaio Amaral Filho. "Cada empresa recebe a fiscalização, e a empresa que se sentir lesada tem o direito de se defender", argumentou Amaral. "Algumas empresas devem questionar a fiscalização da Prefeitura."Segundo Amaral, as empresas têm uma reserva técnica de carros que deverá suprir os que foram inabilitados. Entretanto, ele afirma que os empresários deverão pedir para a São Paulo Transportes (SPTrans), responsável pelo gerenciamento de trânsito na cidade, que faça uma racionalização técnica dos ônibus na cidade. Na prática, seria um novo planejamento das linhas, tornando-as, na visão dos empresários, mais úteis. "Acredito que utilizando a reserva técnica e fazendo uma racionalização técnica, poderemos dar conta", disse Amaral.A vistoria realizada nos veículos avalia cada um dos seus componentes, que recebe uma nota. Se a média final for menor que quatro, o ônibus é considerado inapto. Aqueles que tiverem nota acima de sete são aprovados e os da faixa intermediária terão de realizar reparos num prazo de 60 dias. A SPTrans, responsável pela fiscalização, ainda determinou que 618 ônibus deverão ser reformados e, posteriormente, submetidos a nova avaliação. Caso não consigam a pontuação suficiente, esses veículos também serão considerados inativos e retirados das ruas. A frota de ônibus da cidade hoje é composta por 9.500 veículos. A vistoria, conhecida como Fator de Estado da Carroceria (FEC), avalia aspectos funcionais, de confiabilidade e segurança dos ônibus.A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal dos Transportes informou que, para que não haja prejuízo para a população, as empresas que tiveram seus ônibus inabilitados só poderão fazer alterações e reorganizar suas linhas diretamente com a SPTrans. Caso contrário, ao operadores de outros consórcios, linhas bairro a bairro e lotações poderão prestar o serviço nas linhas afetadas pela fiscalização. Hoje, a reportagem do Estado tentou entrar em contato com os empresários da Viação São Judas, que teve 118 carros inabilitados, para saber se eles iriam contestar a fiscalização da Prefeitura. Entretanto, foi informada de que a pessoa responsável não estava na empresa.

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