Empresas dizem que doações estão de acordo com a lei

Contribuições foram registradas nos tribunais e seguem 'espírito republicano', garantem construtoras

LUCAS DE ABREU MAIA e MOACIR ASSUNÇÃO, O Estado de S.Paulo

14 Novembro 2010 | 00h00

A Odebrecht informou que adota como critério para doações a campanhas eleitorais "uma visão republicana". De acordo com nota enviada ao Estado pela empresa, os recursos repassados aos políticos são "em prol da democracia e do desenvolvimento econômico e social do País, respeitando os limites e condições impostas pela legislação".

A construtora informou ainda que todas as doações "são públicas" e podem ser consultadas na Justiça Eleitoral.

A assessoria do Consórcio Pirapama, formado por Queiroz Galvão, Odebrecht e OAS, informou em nota que o contrato que consta do pedido de suspensão do Tribunal de Contas da União (TCU) "é o contrato de fiscalização das obras, (e) não se refere ao contrato da obra de construção do sistema, executada pelo consórcio". As empresas são responsáveis pela construção do sistema de água de Pirapama, em Pernambuco.

A Construtora Camargo Corrêa, por sua vez, informou que deixou de atuar há mais de um ano nas obras de ampliação do Aeroporto de Vitória.

"O contrato do consórcio com o aeroporto de Vitória foi rescindido em 2009", explicou a empresa.

Empresa-líder. A Mendes Júnior, que também integrava o mesmo consórcio liderado pela Camargo Corrêa para as obras do aeroporto, disse que somente a empresa-líder, no caso, a Camargo Corrêa, poderia explicar os problemas relacionados à obra. A companhia alegou também que não comenta doações de campanha. Da mesma forma, a Camargo Corrêa não se posicionou sobre o assunto.

A Constran informou que "todas as contribuições da empresa (a campanhas eleitorais) estão de acordo com a legislação e estão registradas publicamente no Tribunal Superior Eleitoral".

A empreiteira, contudo, não quis se manifestar sobre o relatório do Tribunal de Contas da União.

Procuradas pelo Estado, as assessorias de EIT e Serveng disseram que as construtoras não se manifestariam sobre a reportagem. A Queiroz Galvão e a Egesa não responderam até o fechamento da reportagem.

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