Empresas estrangeiras querem investir em segurança no Rio

Em NY, Joaquim Levy destaca que segurança é prioridade para 2016; iniciativa privada deve entrar com US$ 14 bi

Nalu Fernandes, correspondente de O Estado de S. Paulo,

29 de outubro de 2009 | 15h43

O secretário de Estado de Fazenda do Rio, Joaquim Levy, destacou nesta quinta-feira, 29, em Nova York, em teleconferência a investidores e empresários, que segurança pública é prioridade para o governo estadual por causa dos Jogos Olímpicos de 2016. Levy citou para a adoção do que classificou como "tolerância baixa para atividades criminosas" na região. Ele estimou que os investimentos que serão feitos para os jogos "vão ajudar neste objetivo" e acrescentou que há empresas internacionais interessadas em "ajudar com segurança."

 

Veja também:

linkGoverno pode criar Pronasci para Olimpíada, diz Tarso

linkDilma propõe 'disputa do bem' com o tráfico nos morros do Rio

linkUnião deve reconhecer sua responsabilidade no Rio, diz Lula

 

Os comentários foram feitos em evento realizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA, em Manhattan, com os diretores da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), para apresentar a pesquisa "Decisão Rio: 2010-2012", que foi divulgada no Brasil no início do mês.

 

O levantamento atenta, nesta edição, para R$ 126,3 bilhões em investimentos privados e públicos, que englobam recursos federais, municipais e estaduais, e foi elaborado sem contabilizar aplicações adicionais para a Olimpíada. Para o evento olímpico, a estimativa da Firjan é que US$ 14 bilhões sejam investidos pela iniciativa privada.

 

Levy afirmou que há cerca de US$ 2 bilhões sendo investidos atualmente nas principais favelas do Rio, numa estratégia de longo prazo. Ele diz que o governo está "tendo sucesso" ao lidar com a questão. O secretário citou ainda a queda do juro básico no País está "transformando" o setor imobiliário no Estado.

 

"Queremos ter Estado funcional", disse. "Segurança pública é prioridade e é um direito para pobres e ricos e caminha de mão juntas com orçamento para investimento em áreas pobres", disse. "Quando investimos em segurança, estamos ajudando aqueles que são mais necessitados no Rio de Janeiro, e a Olimpíada vai nos ajudar neste objetivo", afirmou.

 

De forma geral, Levy estimou que os investimentos para obras diretamente ligadas às Olimpíadas de 2016 serão amplamente financiados pelo governo federal. A principal razão para que estes investimentos sejam financiados pela União, disse, é que estas obras, como o Centro de Treinamento da Barra e a Vila Olímpica, se tornarão locais de excelência para todo o País depois dos jogos olímpicos.

 

"Esperamos que outros (jogos) venham depois deste", emendou. Ele ainda observou que as residências que circundarão o Centro Olímpico serão financiadas pelo setor privado.

Tudo o que sabemos sobre:
Rioviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.