Empresas iranianas expõem produtos em São Paulo

Durante 10 dias, a partir de hoje, 34 empresários de 25 empresas iranianas estarão expondo seus produtos em São Paulo, durante a Primeira Feira Exclusiva da República Islâmica do Irã, promovida pela embaixada do país. O visitante poderá ver desde tapetes iranianos feitos à mão, trabalhos em cerâmica e metal, artesanato, perfumes e frutas secas até produtos químicos.De acordo com um dos organizadores da feira, M. A. Oskoie, esta é a primeira feira de produtos iranianos realizada no Brasil, e faz parte de uma série de ações conjuntas dos governos brasileiro e iraniano para elevar o comércio entre os dois países, que completa oficialmente 100 anos em 2002, com um saldo de US$ 750 milhões. "Esse número está muito abaixo do que já esteve entre 1990 e 1995, quando alcançou US$ 1,4 bilhão por ano", explica.Segundo o secretário da embaixada do Irã no Brasil, Ahmad Kheirman, a expectativa é de que o comércio bilateral alcance US$ 2 bilhões até 2002. Segundo Kheirman, o Brasil exporta para o Irã, principalmente, soja, açúcar, carne bovina e de frango e alguns tipos de máquinas industriais. Já o Irã exporta para o Brasil produtos da área química e petroquímica, artesanato e tapetes.PetroquímicaDe acordo com o diretor de comércio exterior da Petrochemical Commercial Co. (PCC), braço comercial da estatal National Petrochemical Company (NPC), Abbas Bagueri, algumas empresas brasileiras já demostraram interesse em comprar nafta e metanol da companhia, entre outros produtos. "Temos uma reunião marcada para a próxima semana com empresários brasileiros, quando devemos fechar o primeiro contrato", disse, sem revelar o nome das empresas.As exportações da PCC neste ano devem somar 2 milhões de toneladas de produtos químicos, o equivalente a US$ 600 milhões. As vendas seguem para 45 países espalhados na Europa, Oriente Médio e Ásia. "Queremos agora iniciar vendas também para o Brasil", afirma.TapetesA empresa de tapetes MG Export Import também está participando da exposição, com o objetivo de iniciar vendas para o Brasil. De acordo o diretor, Mohsen Guassempour, é mais fácil trazer seus produtos aqui do que levar empresários brasileiros até o Irã. "Há muito receio dos brasileiros em visitar a região, principalmente agora com os conflitos no Afeganistão", explica.A MG, que produz 1 mil metros quadrados de tapetes por ano, exporta 100% da sua produção para os Estados Unidos e Europa. "Toda nossa produção é artesanal. Duas pessoas produzem em média 12 metros quadrados de tapete por ano", explica. As vendas da empresa devem somar US$ 3,5 milhões neste ano.A empresa, que também trabalha com a compra e restauração de tapetes antigos, espera ainda fechar o ano com uma receita de US$ 2 milhões só com a venda de produtos recuperados. "São muitas vezes tapetes com mais de 100 anos, que restauramos e vendemos", conta. Segundo o executivo, cerca de 12 mil pessoas vivem da produção de tapetes no Irã. O número leva em conta todas as fases da cadeia produtiva, desde o designer, o tecelão, até os vendedores.A exposição, que acontece na entrada principal do Morumbi Shopping, na Av. Roque Petroni Jr, 1089, ficará aberta até o próximo dia 11, das 11h às 22h.

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