Empresas negam intervenção da ANP em seus tanques

As empresas Bremen e Mercoil negaram hoje que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) tenha interditado três tanques de combustível na última sexta-feira, por conterem marcador, uma substância química adicionada à gasolina para exportação. Segundo divulgou a ANP, os tanques pertenceriam à empresa Bremen e estão instalados na base da distribuidora Mercoil, em Paulínia. A Agência não soube informar qual a quantidade de combustível interditado durante a vistoria, ocorrida na quinta-feira. O conselheiro administrativo da Bremen, Roberto Duarte, afirmou que a empresa encerrou as atividades em Paulínia no dia 3 de julho, justamente por determinação da ANP, que vistoriou a armazenadora e descobriu que ela não tinha autorização da Agência para atuar na cidade. A Bremen operava em Paulínia desde 1997. "Não tínhamos autorização, reconheço. Mas mandávamos relatórios mensais desde 1997 à ANP, que sabia de nossas atividades", alegou Duarte. Ele disse que a empresa tinha oito tanques e os alugava para armazenagem de combustíveis de 22 clientes. De acordo com o conselheiro, a Bremen nunca atuou como distribuidora. Desde julho, as instalações da Bremen foram repassadas à Mercoil, afirmou Duarte. O funcionário administrativo da Mercoil em Paulínia, Arlon Lima, confirmou a informação. Mas garantiu que não houve interdição na empresa. "Estamos trabalhando normalmente e nenhum de nossos tanques está lacrado", disse.Lima comentou que houve uma vistoria na empresa na quinta-feira. Ele reforçou que nenhum tanque da Mercoil foi interditado pela ANP desde que a base se instalou em Paulínia, há dois meses. Em julho, a ANP interditou 36 mil litros de gasolina com marcador, quando a base ainda era operada pela Bremen, além de constatar irregularidades na documentação, lembrou Duarte.O consultor disse que a Bremen tentou regularizar sua situação para continuar instalada em Paulínia, mas esbarrou em algumas dificuldades junto à Agência e optou por encerrar as atividades de armazenagem. Ele não especificou as dificuldades. A empresa mantém uma franquia de postos de combustíveis em São Paulo, com 80 postos credenciados, conforme Duarte.A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da ANP, mas até o final da tarde as informações não tinham sido verificadas.A Bremen está sendo investigada em um inquérito que apura o desaparecimento de 7 milhões de litros de gasolina com destino à exportação. A polícia apurou que o combustível foi consumido no mercado interno, o que é proibido, porque a gasolina para exportação deixa a refinaria com isenção de taxas.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2002 | 17h44

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