Empresas prometem pagar motoristas e cobradores até sexta

Após as empresas de ônibus de São Paulo se comprometerem a realizar o pagamento de todos os seus funcionários até sexta-feira, 10, motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo que ameaçaram entrar em greve, por tempo indeterminado, a partir da zero hora desta quarta-feira, concordaram com a proposta. Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores, Jorge Hisao Hosogi, os funcionários aceitaram o prazo pedido pelos empresários para o pagamento do salário de fevereiro, que deveria ter sido feito até ontem, antes de decidir por uma nova paralisação. Para Hosogi, os trabalhadores não podem ficar sem receber por causa do impasse nas negociações entre a Prefeitura de São Paulo e as empresas de ônibus, que reivindicam aumento nos repasses e querem rescindir contratos. ParalisaçãoDa meia noite às 6 horas desta terça-feira, 13 garagens de coletivos da cidade não abriram. A estimativa da Secretaria Municipal de Transportes é que um milhão de pessoas foram prejudicadas. Na zona sul, alguns terminais de ônibus menores ficaram fechados até às 5h30 para evitar aglomeração de pessoas e protestos de passageiros. Às 6h30, quando os ônibus começaram a chegar ao Terminal Santo Amaro a Polícia Militar teve que ser chamada para organizar as filas. Na zona leste, a situação não era diferente. A maioria das pessoas que chegaram ao terminal A.E. Carvalho não sabiam da paralisação. "É uma sacanagem, porque não avisaram antes, agora vou perder a hora de entrar no trabalho", disse Marcos José Bezerra. As filas nos terminais de passageiros começaram a diminuir por volta das 9h30, mas o movimento nos pontos de ônibus continuou alto durante a manhã.

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