Empresas vetam pousos com chuva no Santos Dumont

Decisão foi tomada após FAB publicar alerta sobre pista escorregadia

Bruno Tavares, O Estadao de S.Paulo

07 Agosto 2028 | 00h00

As empresas aéreas anunciaram ontem que seus aviões deixarão de pousar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, em dias de chuva. A decisão foi tomada depois que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), órgão subordinado ao comando da Aeronáutica, publicou um "comunicado operacional" - chamado Notam - alertando para pista escorregadia. A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), estatal que administra os aeroportos, informou que as obras de recuperação do asfalto da pista auxiliar do aeroporto estão marcadas para ocorrer de novembro a dezembro. A pista principal será reformada em seguida, entre janeiro e fevereiro de 2008."Ao contrário do que ocorria em Congonhas, não tivemos nenhum reporte de pilotos sobre esse problema", afirma Ronaldo Jenkins, diretor de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea). Ele explica que, em pistas mais extensas, o coeficiente mínimo de atrito é de 0,50. No Santos Dumont, que tem apenas 1.300 metros de comprimento, esse índice é de 0,61. "Alguma medição, cujo resultado foi inferior ao mínimo exigido, deve ter levado o Decea a editar esse Notan." Por precaução, diz Jenkins, as companhias resolveram vetar os pousos quando a pista estiver molhada.Além do Santos Dumont, pelo menos outros dois movimentados aeroportos do País vão passar por reformas ainda este ano. Nos próximos dias, o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, começará a ser fechado da meia-noite às 4 horas para a operação de desemborrachamento da pista. Técnicos da Infraero também identificaram fissuras e depressões na pista de taxiamento do aeroporto, mas ainda não há prazo para o início das obras.GALEÃOAs obras de recapeamento na pista principal do Aeroporto Tom Jobim (Galeão), no Rio, serão iniciadas em 3 de setembro. A previsão inicial é de que os trabalhos estejam concluídos em 4 de novembro. Nesse período, apenas um trecho de 1.400 metros terão de ser interditados - a pista tem 4 mil metros. A interdição completa só será necessária na segunda etapa, prevista para começar em fevereiro do próximo ano, e com duração estimada de três meses.

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