Encapuzados forçam greve de motoristas, diz vice-presidente de sindicato

Sebastião José afirma que maioria da categoria aprovou reajuste, mas ainda assim ele acredia que a adesão ao movimento grevista cresça 'porque tem muita gente batendo em motorista na rua'

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2014 | 11h18

O vice-presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio, Sebastião José, disse que homens em motos e carros, encapuzados, estão parando coletivos nas ruas e forçando os motoristas a parar de trabalhar. A paralisação dos rodoviários começou nesta madrugada com piquetes em frente às garagens das empresas.

O sindicato calcula que cruzaram os braços 30% dos motoristas e cobradores (são cerca de 40 mil profissionais), mas pelo que se vê nas ruas (poucos ônibus circulando) a adesão deve ser bem maior.

A categoria conseguiu reajuste salarial de 10% e 40% de aumento na cesta básica, que foi de R$ 120 para R$ 150. Os grevistas querem reajuste de 40% e cesta básica no valor de R$ 400, além do fim do acúmulo das funções de motorista e cobrador. Segundo o sindicato, o acordo havia sido aceito pela maioria.

"Tinha 350 pessoas na assembleia e só 30 queriam greve. Mostramos que conseguimos o melhor reajuste do País, que greve não melhora a proposta patronal. Ninguém conseguiu 10%. Em Porto Alegre e em Belo Horizonte fizeram greve e eles conseguiram 7 ou 7,5%", disse o dirigente. "A tendência é a adesão crescer, porque tem muita gente batendo em motorista na rua. O clima é de guerra, o Rio virou um barril de pólvora. Deve ter interesse político, porque motorista de ônibus não tem essa estrutura, carro, moto."

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