Enchente deixa 31 mil pessoas desabrigadas em Rio Branco

A enchente do Rio Acre já desabrigou 31.165 pessoas, cerca de 10% da população de Rio Branco. O rio continua subindo desde a semana passada. As aulas foram suspensas em 32 escolas públicas que são usadas como abrigo para as vítimas. O rio está com 16,65 metros de altura, um centímetro a menos que a cheia recorde, de março de 1997, quando 29 bairros ficaram submersos. O prefeito Raimundo Angelim decretou situação de emergência há uma semana e estuda decretar estado de calamidade pública como forma de garantir socorro do governo federal. Segundo a Comissão Municipal de Defesa Civil de Rio Branco, as águas invadiram 7.791 imóveis. Há 861 famílias, 3.444 pessoas, nos abrigos improvisados pela Prefeitura. As demais estão em casa de parentes ou amigos. A cheia não poupa nem os bairros de classe média, como o conjunto Habitasa, onde mora o senador Tião Viana (PT) e os pais do governador Jorge Viana. Mas é na periferia que se concentra a maioria dos desabrigados. "Quando o barco chegou para me buscar a água já estava batendo no telhado", conta a dona de casa Raimunda Lima de Souza, do bairro Seis de Agosto. Ela está abrigada desde o dia 12 passado em uma das 53 barracas de lona preta montadas na quadra do Ginásio de Esportes Álvaro Dantas. Só salvou o fogão e um colchão.

Agencia Estado,

20 Fevereiro 2006 | 16h09

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.