Enchente mata criança no PA

Transbordamento de rio também destrói cemitério

Carlos Mendes, BELÉM, O Estadao de S.Paulo

09 de maio de 2009 | 00h00

Uma criança morreu afogada na localidade de Curuá, no oeste do Pará, depois que o nível do Rio Tapajós atingiu a marca de 9 metros acima do nível normal por causa das fortes chuvas que caem na região. De acordo com a Defesa Civil, a menor de 4 anos teria caído na água por distração dos parentes. Em Belterra, um dos 32 municípios do Estado sob estado de emergência devido às chuvas, a força das águas do Tapajós invadiu um cemitério, na localidade de Porto Novo, arrastando túmulos e caixões. A prefeitura só irá recuperar o cemitério depois que baixar o nível das águas. As famílias vizinhas ao local também fugiram de suas casas, abrigando-se em prédios públicos. Em municípios como Santarém, Óbidos, Oriximiná, Alenquer e Monte Alegre, além de outras 17 cidades ribeirinhas, há 50 mil moradores que tiveram suas casas inundadas. Desse total, 4.700 estão desabrigados. No povoado de Aramanaí, de acordo com o chefe da Defesa Civil na região, Marcos Norat, um restaurante teve sua estrutura abalada pela correnteza do rio. Na aldeia tacoara, os índios tiveram de se deslocar para um outro ponto. Eles estão assustados com a força da natureza e dizem que é um "castigo" contra a devastação da floresta amazônica. "Nosso maior problema é o acesso a localidades mais distantes. Há comunidades inteiras isoladas pelas águas", disse Norat. AJUDAApós audiência anteontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) pediu R$ 85 milhões para recuperar pontes e estradas destruídas pelas enchentes. Lula encaminhou o pedido ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima.

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