Enchente no Acre deixa mais de 6 mil crianças sem aulas

Mais de seis mil crianças estão sem aulas e todos os serviços públicos estão paralisados para que os servidores possam auxiliar no socorro às vítimas da enchente do rio Acre. A Polícia Civil iniciou ontem à noite um esquema de patrulhamento nas áreas alagadas de Rio Branco para combater saques às casas abandonadas. O diretor-geral de Polícia Civil, Walter Prado, informou que ladrões estão aproveitando-se da ausência das famílias para furtar eletrodomésticos e até portas e janelas. Por isso, algumas famílias recusam-se a sair mesmo sob água. O rio continua subindo e ampliando o número de desabrigados. Completando hoje 10 dias de transbordamento, o Acre atingiu a cota de 16,73 metros e a enchente alcança 32 bairros. São 8.300 imóveis atingidos pela inundação, o equivalente a 33.204 pessoas. Deste total, 948 famílias foram recolhidas em 48 abrigos, entre os quais 46 escolas públicas, e 1007 famílias deixaram suas casas com ajuda da Defesa Civil, mas buscaram abrigo em casas de amigos ou parentes. Além dos furtos, a cheia do Acre provocou duas mortes. No dia 12, um adolescente foi arrastado pelas águas do igarapé São Francisco, um afluente do Acre, e, na noite de sábado, um motorista morreu eletrocutado quando tentava retirar uma bomba d´água que estava submersa. Nesta manhã, a Secretaria Nacional de Defesa Civil anunciou que enviará 10 mil cestas básicas para as vítimas da enchente, kits de medicamentos para atender 36 mil pessoas e produtos para desinfetar as casas depois que as águas baixarem. O rio está prestes a transbordar sobre o Calçadão da Gameleira, já decorado para o carnaval de rua, mas que poderá ser cancelado por questão de segurança e solidariedade às vítimas.

Agencia Estado,

22 Fevereiro 2006 | 13h42

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