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Enchentes no Acre afetam 65 mil pessoas, informa Defesa Civil

Mais de 5.550 estão alojados em abrigos; faltam 5 centímetro para o rio Acre ter a maior cheia da história

Arison Jardim, especial para O Estado de S. Paulo,

23 Fevereiro 2012 | 20h05

RIO BRANCO - O Acre sofre com uma das maiores enchentes registradas na sua história. Nesta sexta-feira, 24, ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, chega ao Acre, para acompanhar a situação da enchente dos rios.

Dados da Defesa Civil apontam que 65 mil pessoas de nove cidades foram afetadas pelas águas dos rios que transbordaram. O rio Acre atingiu nesta quinta-feira, 23, a marca de 17,51 metros, faltando apenas cinco centímetros para alcançar a marca que registrada na maior enchente do Estado ocorrida em 1997.

As águas do rio ultrapassaram as réguas de medição há oito dias no município de Assis Brasil e Iñapari, no Peru. A enchente histórica surpreendeu os moradores mais antigos do município brasileiro. Os moradores de Assis Brasil, localizado na tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia garantiram que nunca haviam presenciado enchente de proporções como à registrada este ano. Logo que o nível das águas começou a baixar em Assis Brasil o caos instalou-se no município de Brasiléia. A Defesa Civil explica que toda a água que transbordou na cidade de Assis Brasil desceu o rio fez com que o manancial transbordasse ao chegar em Brasiléia deixando 95% da cidade de aproximadamente 21.440 habitantes inundada.

Desde a quarta-feira, 22, a água chegou ao município de Xapuri, terra do líder seringueiro Chico Mendes. Nas medições realizadas pela Defesa Civil nesta quinta-feira, no município, o nível do rio marcava 15,56 metros. Em Xapuri até a tarde desta quinta-feira 1.080 pessoas foram afetadas pela enchente. A maioria esta alojada em abrigos construídos pela prefeitura em parceria com o Governo do Estado.

Na cidade de Rio Branco a situação é ainda mais preocupante. Mais de 5.550 pessoas estão alojadas em abrigos da prefeitura e do estado. Nos abrigos as famílias recebem doações de fraldas, mingau para crianças, alimentação e acompanhamento médicos. A medida que o rio apresenta sinais que permanece enchendo outros abrigos são construídos para receber novas famílias que estão sendo afetadas. Os voluntários nas mais diversas áreas têm feito à diferença neste momento e tem recebido constantes agradecimentos do governo do Estado.

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