Encontrada caixa com material biológico roubado no Rio

A pesquisadora Dália dos Prazeres, que estava com amostras de bactérias da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) quando teve o carro roubado na quinta-feira, na zona norte do Rio, contradisse o depoimento que deu à polícia e negou nesta sexta-feira que o material extraviado contivesse organismos causadores de cólera e febre tifóide. Ela apresentou um documento, em nome da irmã, que autorizava a retirada das amostras da Fiocruz. O presidente da fundação, Paulo Buss, classificou o episódio como "uma fatalidade". O material biológico foi recuperado intacto no fim da tarde de hoje em Del Castilho, na zona norte.A pesquisadora garantiu que somente a ingestão dessas bactérias permitiria a contaminação, cujo efeito seria uma diarréia. Ela disse que usou termos técnicos que podem ter feito os policiais confundirem. "Só se ela for analfabeta, porque ela leu e assinou. Somos policiais, não entendemos desse negócio aí", disse o oficial de cartório Dilson Cardoso, que tomou o depoimento de Dália. Paulo Buss disse que o transporte das amostras estava dentro das normas técnicas. Segundo ele, em "qualquer laboratório do mundo" os pesquisadores carregam consigo suas amostras de pesquisa caso seja necessário transportá-las.

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