Encontrado corpo de mulher desaparecida após naufrágio no AM

Outras cinco pessoas - três mulheres e duas crianças - continuam desaparecidas; barco estava sobrecarregado

Liège Alburquerque, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2009 | 17h56

O corpo da aposentada Arlete Santos, de 59 anos, foi encontrando no início da tarde desta terça-feira, 7, boiando próximo ao local onde o barco Dona Zilda naufragou na madrugada de domingo. Foi a primeira das seis vítimas encontradas do naufrágio com 41 sobreviventes. Os bombeiros trabalham com a possibilidade de alguns corpos estarem presos nos camarotes ou banheiros da embarcação, que ainda continua no fundo do rio.

 

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O barco estava supostamente com excesso de peso de carga (madeira, farinha, cacau e castanha) e com nove passageiros a mais dos 38 permitidos. Segundo depoimentos de sobreviventes, a embarcação teria afundado depois de bater em um barranco à margem direita do Rio Amazonas, próximo a Itacoatiara, a 170 quilômetros de Manaus. "São mais de 35 metros de profundidade e visibilidade zero para os mergulhadores, mas eles já conseguiram fazer a parte humana mais difícil, que é amarrar todo o barco para ser içado à superfície", contou o comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Antonio Dias dos Santos.

 

Nesta noite, uma cábrea (espécie de guincho em uma balsa) da prefeitura de Manaus seguiria para Itacoatiara, numa viagem de até 9 horas via fluvial. Segundo Santos, por volta das 7 horas da manhã de quarta o guindaste deve chegar ao destino. "Aí será mais rápido. O que precisamos é ao menos içar o barco até próximo à superfície, mesmo que ainda não dê para levá-lo até a margem, para facilitar o trabalho dos mergulhadores na busca dos corpos dentro do barco", explicou.

 

A embarcação Dona Zilda saiu da vila de Ururiá, em Nova Olinda, a 138 quilômetros de Manaus, no Rio Madeira, no início da manhã de domingo. Cinco pessoas continuam desaparecidas: três mulheres e duas crianças. No ano passado ocorreram sete naufrágios nos rios do Amazonas, matando no total 78 pessoas. O mais grave aconteceu em maio de 2008, quando o barco Comandante Sales afundou próximo a Manacapuru, a 84 quilômetros da capital, matando 48 pessoas. Este mês, o comandante do barco vai a júri popular.

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