Encontrado mais um corpo de vítima de naufrágio no AM

Corpo da mulher, ainda não identificada, foi encontrado boiando; quatro pessoas seguem desaparecidas

Liège Albuquerque, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2009 | 17h32

O segundo corpo dos seis desaparecidos após o naufrágio do barco Dona Zilda, ocorrido na madrugada do domingo, foi encontrado no final da tarde desta quarta-feira, 8. A vítima - uma mulher - não foi identificada. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Antonio Dias dos Santos, por conta da água gelada do Rio Amazonas o corpo está em bom estado e familiares devem fazer o reconhecimento ainda nesta noite, em Itacoatiara, a 170 quilômetros de Manaus e menos de cinco do local do acidente.

 

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Na terça, o corpo da agricultora aposentada Arlete Santos, de 59 anos, foi encontrado boiando próximo ao local onde o barco naufragou. Os bombeiros acreditam que os dois corpos pudessem estar presos em alguma parte do barco, e boiaram quando começaram as amarrações para içá-lo. "Provavelmente os outros quatro corpos também estejam presos na área do barco, em camarotes ou banheiros", disse Santos.

 

Embora já tenha chegado um rebocador com uma cábrea (espécie de guincho em uma balsa) no local, o barco ainda não foi içado à superfície. "Estamos tendo muita dificuldade com a correnteza e a visibilidade zero dentro do rio. Acreditamos que amanhã o rebocador consiga arrastar o barco para a parte mais rasa", afirmou. Onde o barco foi encontrado a profundidade é de mais de 35 metros.

 

O barco estava supostamente com excesso de peso de carga (madeira, farinha, cacau e castanha) e com nove passageiros a mais dos 38 permitidos. A embarcação saiu da vila de Ururiá, em Nova Olinda, a 138 quilômetros de Manaus, no Rio Madeira, no início da manhã de domingo. No ano passado ocorreram sete naufrágios nos rios do Amazonas, matando no total 78 pessoas. O mais grave aconteceu em maio de 2008, quando o barco Comandante Sales afundou próximo a Manacapuru, a 84 quilômetros da capital, matando 48 pessoas. Este mês, o comandante do barco vai a júri popular.

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