Encontrado o corpo da sexta vítima de desabamento no metrô

Foi encontrado por volta das 23h45 desta quinta-feira o corpo da sexta vítima do deslizamento das obras da Linha Amarela do metrô de São Paulo. Acredita-se que o corpo, como é de um homem, seja do agente ambiental Márcio Rodrigues Alambert, 39 anos, que está desaparecido desde a sexta-feira.Desde as 17 horas, os bombeiros tentavam retirar o corpo, que estava preso nas ferragens da parte traseira da van soterrada. A vítima seguiu para o Instituto Médico Legal de São Paulo, que, por exames de impressões digitais, comprovará se o corpo é de Alambert.No final desta tarde, foram retirados do local os corpos de Reinaldo Aparecido Leite, 40 anos, e Wescley Adriano da Silva, 22, respectivamente motorista e do cobrador da van que caiu na cratera.Possível 7ª vítimaO secretário de segurança pública de São Paulo, Ronaldo Augusto Bretas Marzagão, informou que a Polícia Civil está investigando a possibilidade do autônomo Cícero Augustinho da Silva, 60 anos, ser a sétima vítima do deslizamento. Ele foi visto na sexta-feira pela última vez próximo a Perdizes, por vizinhos, aos quais informou que estaria indo ao bairro Pinheiros, região onde ocorreu ao o acidente.Segundo Marzagão, não há indícios de que Silva tenha caído na cratera. O Corpo de Bombeiros fará agora uma varredura em toda a região à procura do suposto sétimo corpo.Van é destruída ao ser soterradaO governador de São Paulo, José Serra, esteve no local do acidente e desceu até o túnel onde a van está soterrada. Ele disse que o veículo estava desfigurado. "O microônibus está absolutamente destruído. Foi instantâneo, ele foi inteiramente esmagado", declarou. Ele disse que, a pedido do comandante do Corpo de Bombeiros, João dos Santos, entrou no túnel para dar apoio aos bombeiros que trabalham no resgate das vítimas. ?Eles merecem todo o nosso reconhecimento. Têm feito um trabalho heróico?, destacou. Acompanhado dos secretários da Justiça, Luiz Antonio Marrey, e da Comunicação, Hubert Alquéres, o governador também conversou com familiares que estão acampados no local e reiterou que o Estado vai dar toda assistência jurídica às famílias. ?Não há indenização que substitua um pai, uma mãe ou um filho, mas, de toda maneira, estamos aqui para dar o conforto e eu tenho certeza de transmitir os sentimentos de todo o povo de São Paulo para essas pessoas?, disse.O capitão Mauro Lopes, do Corpo de Bombeiros, informou que dois terços da van foram liberados, mas o restante do veículo ainda está sob os escombros. Segundo ele, o carro ainda está preso a ferragens, especialmente no teto. No momento, cerca de 30 bombeiros trabalham nos túneis para retirar o veículo. O microônibus estava preso entre o teto do túnel que liga a futura estação Pinheiros à estação Faria Lima e a superfície da cratera aberta com o deslizamento de terra, ocorrido na sexta-feira. No final da manhã desta quarta, os bombeiros conseguiram retirar o poste que prendia o veículo, o que facilitou a chega dos bombeiros para localizar as vítimas. Outras três vítimas resgatadasDurante a madrugada de quarta-feira, o corpo de Francisco Sabino Torres, de 47 anos, motorista que trabalhava no Consórcio Via Amarela, foi encontrado no local do acidente. Ele foi a terceira vítima a ser resgatada no local. No fim da tarde de terça-feira, 16, os bombeiros resgataram o corpo da advogada Valéria Alves Marmit, de 37 anos. Ela estava dentro da van que passava pela Rua Capri e caiu na cratera aberta na sexta-feira. A primeira vítima encontrada foi Abigail Rossi de Azevedo, aposentada de 75 anos, que ia em direção à estação da CPTM de Pinheiros pela Rua Capri quando aconteceu o acidente na região. O marido a esperava na estação de trem para levá-la para casa, depois de uma consulta médica.

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